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Quem mais paga impostos no Brasil? Veja qual setor está no topo
Publicado 17/12/2025 • 13:30 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 17/12/2025 • 13:30 | Atualizado há 10 meses
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Segunda semana de março vai ter destaques na economia
Desde 2011, o maior pagador de impostos federais do Brasil é o setor financeiro. Pelo menos é o que indica um novo estudo da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (FIN).
Divulgada na segunda-feira (15), a análise baseou-se em dados de arrecadação da Receita Federal, onde concluiu que, percentualmente, o setor financeiro pagou mais tributos do que possui de participação no PIB. Na prática, em 2023, foram pagos 15,1% do total de impostos federais.
No entanto, vale frisar que esse percentual diz respeito ao CNAE 64, que inclui apenas as ‘Atividades de Serviços Financeiros’. Há ainda o CNAE 66, que representa 3,5% dos impostos federais totais e inclui: atividades auxiliares dos serviços financeiros, seguros, previdência complementar e planos de saúde.
Nesse sentido, de um conjunto de 86 atividades, o CNAE 64 aparece como o maior pagador de impostos. Já o CNAE 66 aparece na sexta posição da lista.
Leia mais: Mercado financeiro registra forte perda e bancos concentram maiores quedas
Mas, afinal, o que tudo isso significa?
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Siga o Times | CNBCDe acordo com o relatório da FIN, a carga tributária do Brasil é bastante elevada, considerando seu nível de renda. Em geral, países cuja carga tributária está entre 30% e 40% costumam ter a renda per capita igual ou o dobro do que é a do Brasil.
Além disso, enquanto a carga tributária é elevada, os gastos para reduzir esses impostos também são e representam cerca de 4,5% do PIB. “Consequentemente, enquanto as empresas no Brasil pagam um elevado volume de impostos, algumas atividades pagam muito mais do que outras”, explicaram os analistas da FIN no relatório.
Por fim, a indústria financeira segue em expansão. Em 2023, o segmento viu 7,5% de crescimento. Em 2024, esse percentual foi de 3,7%. Apesar da queda de um ano para o outro, trata-se de um número maior do que a expansão do PIB em si, que foi de 3,4% no ano passado.
“Os dados mostram com clareza que o sistema financeiro brasileiro não apenas impulsiona investimento, inovação e consumo, como também sustenta uma parcela significativa do emprego formal e da arrecadação pública. Com um ambiente econômico favorável, o potencial de contribuição desse setor ao País pode ser ainda maior”, disse Cristiane Coelho, a presidente da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (FIN).
Nesse contexto, os impostos pagos pela indústria financeira entre 2016 e 2021 representam 10 pontos percentuais a mais do que sua participação no PIB. Ademais, o Brasil foi um dos países que mais aumentou o volume e o valor movimentado em transações eletrônicas, graças ao PIX.
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