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“Quem vai pagar por ajuste fiscal?”, questiona Haddad em encontro na USP
Publicado 27/06/2025 • 13:13 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 27/06/2025 • 13:13 | Atualizado há 1 ano
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participou na manhã desta sexta-feira (27) de um evento na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). Durante sua fala, o ministro comentou os desafios fiscais do país e defendeu que qualquer ajuste nas contas públicas deve levar em conta a desigualdade social brasileira.
“Quem vai pagar essa conta?”, perguntou Haddad ao comentar o histórico de medidas de ajuste fiscal no Brasil. Segundo ele, tradicionalmente esse tipo de política acaba afetando trabalhadores que recebem salário mínimo, aposentados, servidores públicos e moradores da periferia.
O ministro explicou que há uma leitura consolidada na sociedade de que ajuste fiscal significa supressão de direitos. “Você fala de ajuste fiscal, o cara fica tenso”, disse, ao apontar que as consequências dessas políticas recaem sobre as camadas mais vulneráveis da população.
Haddad defendeu a ampliação do debate sobre justiça tributária e capacidade contributiva. Para ele, o país precisa corrigir suas contas sem penalizar os que já enfrentam dificuldades. “Quando você fala, vamos corrigir as contas, mas chamar a turma da cobertura para pagar o condomínio, aí o debate some”, afirmou.
O ministro também destacou a importância de considerar a desigualdade estrutural ao planejar as medidas econômicas. “Se o país tem essa desigualdade, nós temos que entender que ela tem que ser corrigida junto ao ajuste”, declarou.
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Siga o Times | CNBCDurante o evento, Haddad mencionou a abertura dos dados orçamentários e fiscais feita pelo governo federal. Ele ressaltou que a sociedade hoje pode consultar quem paga e quem não paga impostos. “Está tudo à disposição. Agora só resta tomar uma decisão política do que fazer”, completou.
Segundo o ministro, o enfrentamento da desigualdade é um caminho necessário para garantir a sustentabilidade fiscal e social. Ele argumentou que a apresentação pública do problema é o primeiro passo para construir soluções e defendeu que o debate político se intensifique no momento atual.
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