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Reino Unido anuncia empréstimo de 400 milhões de libras a fundo de florestas criado pelo Brasil
Publicado 06/09/2026 • 19:00 | Atualizado há 48 minutos
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Publicado 06/09/2026 • 19:00 | Atualizado há 48 minutos
KEY POINTS
Leonardo Milano/ICMBIO
Iniciativa conecta ciência e saber tradicional para transformar a floresta em polo global de inovação.
O Reino Unido anunciou a intenção de investir 400 milhões de libras no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), criado pelo Brasil para financiar países que mantêm suas florestas tropicais preservadas.
O investimento será feito na forma de empréstimo, e não de doação. O valor equivale a aproximadamente US$ 541 milhões e, somado aos compromissos já anunciados por outros investidores, leva o apoio prometido ao mecanismo para a casa de US$ 7,3 bilhões.
O anúncio britânico ocorreu na quinta-feira (3), quase dez meses depois do lançamento oficial do TFFF durante a COP30, em Belém. O Reino Unido participou do desenvolvimento do mecanismo desde sua concepção, mas não esteve entre os países que anunciaram aportes financeiros no lançamento.
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Segundo o governo do Reino Unido, o investimento depende da conclusão dos arranjos de governança e operação do TFFF, de uma análise final de diligência e do atendimento a condições estabelecidas por Londres.
Entre os pontos que ainda serão examinados estão o tamanho definitivo do fundo, a estrutura financeira, os termos do empréstimo e os mecanismos de contabilização. O governo britânico também quer participar das instâncias responsáveis pela supervisão do fundo.
A opção por um empréstimo faz parte de uma mudança na estratégia de financiamento climático do Reino Unido. O governo afirma que pretende atuar como investidor, permitindo que os recursos retornem ao Tesouro britânico, em vez de realizar uma transferência a fundo perdido.
Os países que receberem pagamentos pela preservação das florestas, porém, não terão de devolver o dinheiro ao Reino Unido. A expectativa é que o próprio mecanismo gere retornos financeiros suficientes para remunerar e pagar os investidores.
Antes do anúncio britânico, o TFFF informava ter aproximadamente US$ 6,8 bilhões em contribuições prometidas.
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Siga o Times | CNBCEntre os principais compromissos estão US$ 3 bilhões da Noruega, 1 bilhão de euros da Alemanha, US$ 1 bilhão do Brasil, US$ 1 bilhão da Indonésia e 500 milhões de euros da França, além de aportes de Luxemburgo e de investidores filantrópicos.
Com os cerca de US$ 541 milhões anunciados pelo Reino Unido, os compromissos passam para aproximadamente US$ 7,3 bilhões, pouco mais de 73% do objetivo intermediário.
O TFFF estabeleceu como meta alcançar US$ 10 bilhões de capital de patrocinadores em 2026. Em uma etapa posterior, pretende reunir US$ 25 bilhões nessa camada de capital e mobilizar até US$ 100 bilhões adicionais no mercado, levando o fundo a um tamanho total de US$ 125 bilhões.
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O modelo é diferente dos fundos ambientais tradicionais baseados principalmente em doações.
A proposta é captar capital de governos, instituições filantrópicas e investidores e aplicar os recursos em uma carteira diversificada de ativos financeiros. Parte dos retornos obtidos será usada para remunerar os investidores e outra parcela financiará países que comprovarem a conservação de suas florestas.
Os pagamentos aos países serão calculados de acordo com a área de floresta tropical mantida ou restaurada e estarão sujeitos a critérios de desempenho.
O mecanismo pode alcançar mais de 70 países, que juntos possuem mais de 1 bilhão de hectares de florestas tropicais e subtropicais. Pelo menos 20% dos pagamentos destinados aos países deverão beneficiar diretamente povos indígenas e comunidades locais.
O TFFF não cria créditos de carbono e também não financia diretamente projetos individuais. A lógica é remunerar os países pelos resultados obtidos na manutenção de florestas.
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