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Operador de Vorcaro, Mineiro administrava cerca de US$ 1 bilhão de recursos do ex-banqueiro em offshores

Publicado 06/09/2026 • 16:01 | Atualizado há 52 minutos

KEY POINTS

  • Estruturas offshore administradas por Freixo teriam patrimônio total próximo de US$ 1 bilhão e seriam mantidas com recursos de Daniel Vorcaro.
  • Autoridades identificaram cerca de US$ 200 milhões retornando ao Brasil desde o fim de 2025, quando Vorcaro foi preso pela primeira vez e o Master liquidado.
  • Mineiro fechou acordo de colaboração premiada com a PGR.

Para onde Daniel Vorcaro foi transferido pela Polícia Federal?

Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, administrava uma rede de empresas offshore com patrimônio de cerca de US$ 1 bilhão ligada a Daniel Vorcaro, segundo informações reunidas por autoridades brasileiras nas investigações sobre o Banco Master.

A apuração aponta que empresas do Grupo Entre, controlado por Freixo, participaram diretamente do envio de recursos do Master para o exterior. Parte do dinheiro teria passado pela Mosaic Financial antes de chegar a estruturas offshore associadas ao ex-banqueiro. As informações foram reveladas pelo colunista Lauro Jardim, de O Globo.

Os investigadores consideram Freixo um dos principais operadores financeiros de Vorcaro fora do país.

Leia também: Caso Master provoca recorde de liquidações pelo Banco Central em 24 anos; maioria tem ligação com o banco de Vorcaro

Dinheiro passava pela Mosaic Financial

O caminho identificado pelas autoridades começava em empresas ligadas ao Grupo Entre. A partir delas, recursos teriam sido remetidos ao exterior e direcionados à Mosaic Financial, que depois os distribuía para offshores vinculadas a Vorcaro.

Segundo a apuração, essas estruturas reuniam aproximadamente US$ 1 bilhão em patrimônio.

Os investigadores ainda tentam reconstruir integralmente o fluxo dos recursos e identificar os beneficiários finais de cada operação.

US$ 200 milhões voltaram ao Brasil

As autoridades identificaram ainda aproximadamente US$ 200 milhões em recursos que retornaram ao Brasil desde o fim do ano passado, período que coincide com a primeira prisão de Vorcaro e com a liquidação do Banco Master.

A investigação busca esclarecer de onde saíram esses valores, por quais empresas passaram e quem recebeu o dinheiro na ponta final.

Liquidante pediu bloqueio nos Estados Unidos

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O rastreamento também avançou para a Justiça americana. Sebastião Monteiro, liquidante do Banco Master, apresentou ao Tribunal de Falências da Flórida documentos que incluem a Mosaic Financial entre as empresas que, segundo sua tese, integrariam uma rede offshore utilizada para movimentar recursos ligados ao grupo.

Monteiro pediu o congelamento dos ativos e a obtenção de informações capazes de reconstruir o caminho do dinheiro.

O objetivo é descobrir também os destinatários finais e se parte dos recursos pode ser recuperada para a massa em liquidação do Master.

Mineiro fechou delação com a PGR

Freixo ganhou peso nas investigações depois de fechar um acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República.

O empresário já havia aparecido em outras frentes do caso como operador de movimentações financeiras atribuídas a Vorcaro, incluindo obtenção de grandes volumes de dinheiro em espécie e remessas ao exterior.

A colaboração poderá ajudar os investigadores a detalhar como funcionava a rede de empresas, contas e intermediários utilizada nas operações.

Leia também: EUA pedem dados de empresa cripto ligada a operações do Banco Master

Repasse de US$ 12 milhões para “Dark Horse”

Freixo também aparece no episódio envolvendo US$ 12 milhões destinados ao projeto do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O dinheiro teria sido repassado por Vorcaro a pedido do senador Flávio Bolsonaro e transferido por meio de uma estrutura administrada por Freixo. Os recursos chegaram a um fundo gerido por uma pessoa ligada a Eduardo Bolsonaro.

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