Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Relatório da PF usado por Moraes não identifica autoria e chegou ao STF por cópia física
Publicado 09/09/2026 • 08:00 | Atualizado há 2 meses
Embaixadas americanas reforçam segurança à medida que aumentam os alertas sobre ameaças do Irã antes das eleições de meio de mandato nos EUA
A Ucrânia anunciou o levantamento das restrições de alta velocidade aos serviços Starlink e Starshield
EXCLUSIVO CNBC: Escassez de capital e custos crescentes ameaçam expansão da infraestrutura de IA, diz Torsten Slok
Empresas de nuvem para IA despencam e risco de calote dispara no setor
‘Outubro Negro’ da IA: Falhas críticas no PHP desencadeiam corrida global pela segurança
Publicado 09/09/2026 • 08:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: STF
Os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes
Um documento de 50 páginas que reúne seis relatórios de inteligência da Polícia Federal e foi usado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para apontar suspeitas contra André Mendonça não tem data, timbre ou assinatura que permitam identificar seus autores.
O material também foi incluído no sistema do STF por meio de uma cópia física, e não pelo ambiente digital normalmente utilizado. O formato impede a consulta aos metadados que permitiriam verificar quem criou o documento e quem fez alterações posteriores.
Os próprios relatórios afirmam não terem “valor probatório” e classificam as informações como de “baixa ou moderada confiança”. Produzidos entre 3 e 31 de agosto, eles foram usados por Moraes para apontar suposta atuação irregular de Mendonça na condução de investigações, em tratativas de colaboração premiada e no direcionamento de apurações contra o próprio Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Os documentos também embasaram a decisão de Mendonça que afastou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. No despacho, o ministro chamou os relatórios de “estapafúrdios” e de “nada jurídico” e afirmou que eles não seguem os requisitos técnicos previstos na Doutrina Nacional de Inteligência de Segurança Pública (DNISP).
Entre os itens citados estão identificação do órgão e do setor responsável, grau de sigilo, numeração, data, origem, destinatários e autenticação das páginas.
Leia também: Mendonça afirma que PF produziu seis relatórios e investigou sua relação com o chefe da AGU, Jorge Messias
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCA União dos Profissionais de Inteligência de Estado da Abin (Intelis) também criticou o material.
“A Doutrina estabelece a Metodologia de Produção do Conhecimento (MPC), com procedimentos rigorosos de coleta, avaliação, análise, validação e difusão das informações, destinados a assegurar objetividade, consistência e impessoalidade do produto final. Não se trata, portanto, de mera reunião de informações, conjecturas ou opiniões”, escreveu a entidade.
O presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), Edvandir Paiva, também questionou a circulação externa dos documentos.
“O relatório poderia, em tese, até existir para o manejo interno. Agora, o conhecimento dele por pessoas de fora da polícia e o uso em um processo criminal é algo totalmente irregular”, afirmou.
Integrantes da PF, ouvidos sob condição de anonimato, também questionaram a forma e o conteúdo dos relatórios. Segundo O Globo, esse tipo de documento costuma ser produzido para análise de cenários e orientação das chefias da corporação, com circulação interna e restrita.
O material também expõe os nomes dos investigadores do caso Master, conflitos na equipe e informações sobre o armazenamento de provas. Procurada pelo jornal, a PF não se manifestou.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
DECISÃO 2026: Polymarket e Kalshi apontam mais de 83% de chance de vitória de Flávio Bolsonaro
2
Pesquisa Veritá traz seis notícias ruins para Lula
3
GERP – ÚLTIMA ANTES DA ELEIÇÃO: Instituto que acertou primeiro turno dá 52% para Flávio e 48% para Lula
4
Gastos com cartão da Presidência chegam a R$ 84,5 milhões desde 2023, e 98,6% das despesas estão sob sigilo
5
DECISÃO 2026: Flávio dispara no mercado de apostas e chega à reta final da eleição com 75% de probabilidade de vitória