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Setor produtivo leva a Alcolumbre pedido de adiamento da PEC 6×1
Publicado 26/05/2026 • 23:00 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 26/05/2026 • 23:00 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Entidades do setor produtivo pediram nesta terça-feira (26) ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o adiamento da votação da PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6×1, sugerindo que o tema seja analisado apenas após as eleições de outubro. Segundo representantes, a proposta vem sendo usada como “bandeira eleitoral” pelo governo e por parlamentares. A PEC deve avançar na Câmara ainda nesta semana e, em seguida, seguirá para análise no Senado.
O encontro reuniu entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Fiesp e a Abimaq.
O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, criticou a condução do texto e afirmou que a proposta foi construída sem diálogo amplo com o setor produtivo. Ele disse que mudanças na jornada de trabalho deveriam ser negociadas caso a caso entre empresas e trabalhadores, considerando as diferenças entre os cerca de 2 mil segmentos da economia. Também cobrou estudos técnicos sobre os impactos da medida e defendeu que o debate ocorra “sem pressa” no Senado.
“Da maneira que foi feita, ela PEC está fora da realidade brasileira, foi feita de forma irresponsável e só baseada em bandeira política. Não ouviu o setor nenhum … Foi tratada pelo governo brasileiro como bandeira eleitoral, em véspera da eleição, assim como o imposto da chamada blusinhas”, disse o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, em entrevista coletiva a jornalistas, após o encontro.
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Siga o Times | CNBCSkaf afirmou ainda ter pedido acesso aos estudos usados pela Câmara na construção do relatório e questionou a ausência de embasamento técnico. Segundo ele, Alcolumbre ouviu as preocupações do setor, mas não sinalizou decisão sobre o pedido de adiamento. Para o empresário, o debate poderia ser postergado por alguns meses sem prejuízo.
A CNI também manifestou preocupação com os impactos econômicos da proposta. O presidente da entidade, Ricardo Alban, afirmou que a mudança na jornada poderia gerar aumento de custos e repasse de preços ao consumidor, com impacto estimado entre 6% e 8% na indústria.
“Dois, três meses depois, após as eleições, os novos preços de repasse do custo vão estar nas prateleiras ou nos serviços. … Temos uma estimativa de que, para o setor industrial, isso pode representar um aumento de preço médio entre 6% e 8%”, disse.
Alban também criticou o período de transição previsto no texto, que estabelece redução gradual da jornada em até 14 meses, e questionou a capacidade de adaptação das empresas em prazos mais curtos.
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