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Talita Laurino: PL vê “blefe” de Alcolumbre em articulação para libertar Jair Bolsonaro
Publicado 30/10/2026 • 18:10 | Atualizado há 43 minutos
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Publicado 30/10/2026 • 18:10 | Atualizado há 43 minutos
KEY POINTS
Foto: Andressa Anholete / Agência Senado
Davi Alcolumbre, presidente do Senado, é apontado como possível candidato à recondução ao cargo em 2027, enquanto o PL avalia suas opções para a disputa.
Integrantes do PL consideram um “blefe” a articulação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para viabilizar a libertação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nos bastidores, a avaliação é que Alcolumbre sabe que depende dos votos da direita para se reeleger e, por isso, estaria prometendo uma solução que não tem condições de entregar.
A desconfiança levou o partido a lançar candidatura própria à presidência do Senado. O escolhido é o senador Rogério Marinho (RN), cujo nome será oficializado na próxima quarta-feira (4), em reunião da legenda.
A articulação de Alcolumbre passa por dois caminhos possíveis: um indulto concedido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que é o perdão da pena por decreto, ou uma anistia aprovada pelo Congresso, que cancela os efeitos do crime por meio de lei. Em troca, o presidente do Senado buscaria o apoio da oposição à sua reeleição e uma redução da pressão pelo impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Não há, porém, acordo fechado. Uma eventual libertação de Bolsonaro dependeria de medidas políticas e jurídicas que não estão sob o controle exclusivo de Alcolumbre.
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Siga o Times | CNBCA resistência do PL também vem da dúvida sobre a capacidade do presidente do Senado de cumprir o que promete à oposição. Parlamentares do partido cobram avanço nas propostas que reduzem as penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
A partir de 2027, o PL terá a maior bancada do Senado, com 29 dos 81 senadores. O número aumenta o peso da legenda na escolha do próximo presidente da Casa, mas não basta para eleger Marinho sem apoio de outros partidos.
A candidatura própria também mantém em aberto a disputa sobre a relação entre o Senado e o STF. Cabe ao presidente da Casa decidir se os pedidos de impeachment contra ministros do Supremo começam a tramitar, uma das principais bandeiras da oposição.
A candidatura de Marinho será oficializada na reunião do PL da próxima quarta-feira (4).
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