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Tarifaço dos EUA pressiona empresas brasileiras a rever contratos
Publicado 22/07/2026 • 16:26 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 22/07/2026 • 16:26 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
A entrada em vigor da sobretaxa de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre milhares de produtos brasileiros exige renegociações contratuais rápidas e um planejamento estratégico por parte das empresas afetadas.
Walter Freitas, BPO da Level Group, explicou que, diferente de medidas anteriores com caráter político, a decisão atual apresenta um viés comercial, com foco em questões relacionadas à concorrência e à propriedade intelectual.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Freitas afirmou que a medida foi aplicada com base em uma investigação conduzida pela Seção 301 da USTR (United States Trade Representative).
Segundo ele, o órgão analisou questões como o Pix e a propriedade intelectual, concluindo que o Brasil adota práticas consideradas inadequadas para o mercado americano, o que resultou na aplicação de uma tarifa de 25% sobre determinados produtos.
Ao todo, cerca de 4 mil produtos foram incluídos na lista de itens tarifados, enquanto aproximadamente 1 mil ficaram isentos. Com esse cenário, empresas brasileiras que exportam para os Estados Unidos passaram a enfrentar os impactos da nova cobrança.
Para reduzir os prejuízos imediatos, o especialista recomenda que as exportadoras revisem as cláusulas dos contratos internacionais e ajustem os termos de envio das mercadorias.
Segundo Freitas, uma alternativa é substituir o modelo DDP (Delivery Duty Paid) por formatos como FOB (Free on Board) ou CIF (Cost, Insurance, and Freight), transferindo a responsabilidade pelo pagamento das tarifas ao comprador, já que a cobrança teve origem no mercado americano.
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Siga o Times | CNBCAlém disso, ele destacou que as empresas podem utilizar as negociações para discutir prazos de pagamento, preservar clientes e até estabelecer uma redução temporária dos volumes contratados.
Diante do risco de novas sobretaxas, Freitas ressaltou a importância de criar mecanismos de proteção nos contratos comerciais.
“Em um ambiente de instabilidade regulatória, é fundamental incluir cláusulas que permitam a repactuação integral dos preços em caso de mudanças tarifárias. Outra alternativa é estabelecer revisões contratuais em períodos mais curtos, como a cada três meses, ou negociar o adiamento de entregas para ganhar tempo até uma solução”, afirmou.
Por fim, o consultor comentou sobre a busca por novos mercados, destacando o tamanho da relação comercial entre Brasil e Estados Unidos, que movimenta cerca de US$ 40 bilhões (R$ 202,80 bilhões), e os desafios para redirecionar as exportações.
Segundo Freitas, a diversificação de mercados exige investimentos em prospecção e certificação de produtos, além de uma análise cuidadosa das condições de cada destino. Mercados alternativos podem apresentar resultados abaixo do esperado.
No setor de madeira, por exemplo, a tentativa de ampliar vendas para a Ásia pode encontrar preços inferiores aos praticados pelos Estados Unidos, gerando impactos financeiros não previstos.
“Esse é o que chamamos de novo normal na relação comercial internacional”, concluiu.
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