ALERTA DE MERCADO:

Google divulga resultados; mercado monitora nuvem e retorno dos investimentos

CNBC
Warner e Paramount

CNBCUnião Europeia aprova compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance após concessões

Notícias do Brasil

Tarifaço dos EUA pressiona empresas brasileiras a rever contratos

Publicado 22/07/2026 • 16:26 | Atualizado há 48 minutos

KEY POINTS

  • Tarifa de 25% dos EUA exige reação rápida, com revisão de contratos e estratégias para exportadores brasileiros.
  • Empresas podem renegociar condições comerciais, alterando modelos de entrega e incluindo cláusulas de proteção contra novas tarifas.
  • Diversificação de mercados enfrenta obstáculos, como custos, certificações e diferenças de preços em destinos alternativos.

A entrada em vigor da sobretaxa de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre milhares de produtos brasileiros exige renegociações contratuais rápidas e um planejamento estratégico por parte das empresas afetadas.

Walter Freitas, BPO da Level Group, explicou que, diferente de medidas anteriores com caráter político, a decisão atual apresenta um viés comercial, com foco em questões relacionadas à concorrência e à propriedade intelectual.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Freitas afirmou que a medida foi aplicada com base em uma investigação conduzida pela Seção 301 da USTR (United States Trade Representative).

Leia mais: Impulsionado pelo tarifaço, Brasil pode passar os EUA e se tornar o maior exportador agrícola do mundo

Segundo ele, o órgão analisou questões como o Pix e a propriedade intelectual, concluindo que o Brasil adota práticas consideradas inadequadas para o mercado americano, o que resultou na aplicação de uma tarifa de 25% sobre determinados produtos.

Ao todo, cerca de 4 mil produtos foram incluídos na lista de itens tarifados, enquanto aproximadamente 1 mil ficaram isentos. Com esse cenário, empresas brasileiras que exportam para os Estados Unidos passaram a enfrentar os impactos da nova cobrança.

Para reduzir os prejuízos imediatos, o especialista recomenda que as exportadoras revisem as cláusulas dos contratos internacionais e ajustem os termos de envio das mercadorias.

Segundo Freitas, uma alternativa é substituir o modelo DDP (Delivery Duty Paid) por formatos como FOB (Free on Board) ou CIF (Cost, Insurance, and Freight), transferindo a responsabilidade pelo pagamento das tarifas ao comprador, já que a cobrança teve origem no mercado americano.

Leia mais: De sebo de boi a disjuntores de baixa tensão; veja os principais produtos de MG afetados pelo tarifaço

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

Além disso, ele destacou que as empresas podem utilizar as negociações para discutir prazos de pagamento, preservar clientes e até estabelecer uma redução temporária dos volumes contratados.

Diante do risco de novas sobretaxas, Freitas ressaltou a importância de criar mecanismos de proteção nos contratos comerciais.

“Em um ambiente de instabilidade regulatória, é fundamental incluir cláusulas que permitam a repactuação integral dos preços em caso de mudanças tarifárias. Outra alternativa é estabelecer revisões contratuais em períodos mais curtos, como a cada três meses, ou negociar o adiamento de entregas para ganhar tempo até uma solução”, afirmou.

Por fim, o consultor comentou sobre a busca por novos mercados, destacando o tamanho da relação comercial entre Brasil e Estados Unidos, que movimenta cerca de US$ 40 bilhões (R$ 202,80 bilhões), e os desafios para redirecionar as exportações.

Leia mais: Além do tarifaço que entra em vigor hoje, carne bovina brasileira pode ainda ser alvo de taxa extra de 12,5% por acusação de ‘trabalho escravo’

Segundo Freitas, a diversificação de mercados exige investimentos em prospecção e certificação de produtos, além de uma análise cuidadosa das condições de cada destino. Mercados alternativos podem apresentar resultados abaixo do esperado.

No setor de madeira, por exemplo, a tentativa de ampliar vendas para a Ásia pode encontrar preços inferiores aos praticados pelos Estados Unidos, gerando impactos financeiros não previstos.

“Esse é o que chamamos de novo normal na relação comercial internacional”, concluiu.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Notícias do Brasil