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Trump retomará os ataques ao Irã caso as negociações em Islamabad fracassem
Publicado 10/04/2026 • 16:02 | Atualizado há 4 semanas
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Publicado 10/04/2026 • 16:02 | Atualizado há 4 semanas
KEY POINTS
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu que retomará os ataques contra o Irã se as iminentes negociações em Islamabad não produzirem resultados concretos em um prazo aproximado de 24 horas, pois neste momento os navios de guerra norte-americanos estão se reabastecendo com “as melhores armas já criadas”, que serão utilizadas se “não houver acordo”.
O presidente norte-americano fez essas ameaças duplas esta tarde, enquanto seu vice-presidente, JD Vance, já voa para o Paquistão sem saber ao certo se o Irã comparecerá às negociações Primeiro, em declarações ao “New York Post”, Trump garantiu que o Exército dos Estados Unidos está equipando seus navios no Golfo Pérsico “com as melhores armas já fabricadas, inclusive em um nível superior ao que usávamos antes para alcançar uma aniquilação total”.
“Se não chegarmos a um acordo, vamos usá-las, e vamos usá-las de forma muito eficaz”, advertiu o presidente Trump após declarar um prazo aproximado de 24 horas para ver os resultados deste próximo diálogo. “Saberemos em cerca de 24 horas. Em breve saberemos”, declarou o mandatário.
Pouco depois, já em sua plataforma Truth Social, Trump instou a parte iraniana a reiniciar o diálogo que acabou colapsando com o início, no final de fevereiro, da guerra que ele lançou junto com Israel contra o Irã, mas admitiu que Teerã tem em mãos um trunfo poderoso, que é seu controle sobre o estratégico estreito de Ormuz.
“Parece que eles não percebem que não têm cartas para jogar além de uma extorsão global de curto prazo por meio do uso de vias de trânsito internacionais. A única razão pela qual ainda estão vivos é para negociar”, acrescentou antes de afirmar que o Irã não se encontra nem remotamente na posição de força que as autoridades iranianas vêm reivindicando há semanas. “Os iranianos são melhores em espalhar notícias falsas e realizar operações de relações públicas do que em combater”, declarou.
O Irã, por sua vez, jogou nas últimas horas um balde de água fria nas expectativas por meio do presidente do Parlamento iraniano, Mohamad Baqer Qalibaf, que emergiu como um dos principais negociadores do país e condicionou nesta sexta-feira o início das conversas ao levantamento das sanções por parte dos Estados Unidos e à extensão da trégua ao Líbano.
“Ainda faltam aplicar duas das medidas acordadas de comum acordo entre as partes: um cessar-fogo no Líbano e a liberação dos ativos iranianos bloqueados antes do início das negociações”, assinalou Qalibaf nas redes sociais, onde advertiu que ambas as questões “devem ser resolvidas antes do início das negociações”.
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