CNBC

CNBCEmpresas de nuvem para IA despencam e risco de calote dispara no setor

Sua saúde, seu sucesso Brazil Health

O que a sua voz comunica sobre você?

Publicado 23/10/2026 • 17:43 | Atualizado há 11 horas

Foto de Brazil Health

Brazil Health

A Brazil Health é uma agência de notícias especializada em saúde e bem-estar, que tem mais de uma década de atuação. Desenvolve conteúdos exclusivos baseados em ciência e ética, destacando-se pela qualidade e precisão de suas informações.

A voz influencia a forma como as mensagens são transmitidas e interpretadas. A fonoaudióloga Raiza Ribeiro explica como o tom, o ritmo e a entonação interferem na comunicação e quais cuidados ajudam a preservar a saúde vocal.

Em uma reunião, uma entrevista de emprego ou uma conversa importante, as palavras não chegam sozinhas. Elas vêm acompanhadas de uma voz, de um ritmo e de pausas. Esses elementos participam da maneira como a mensagem é recebida e da impressão que construímos sobre quem fala. Por isso, cuidar da comunicação também significa prestar atenção em como usamos a voz.

Essa relação desperta uma dúvida frequente: é preciso ter uma voz grave ou falar mais alto para transmitir autoridade? A pergunta merece cuidado. A percepção de segurança não pode ser reduzida a uma característica vocal. Conhecimento, organização das ideias, clareza e capacidade de ouvir também fazem parte de uma comunicação que inspira confiança.

Uma voz não revela, por si só, a competência de alguém. Uma pessoa pode falar de maneira hesitante e conhecer profundamente o assunto. Outra pode se expressar com desenvoltura e apresentar informações pouco consistentes. Quem escuta também tem uma responsabilidade: avaliar o conteúdo sem transformar a primeira impressão em uma conclusão sobre o outro.

Autoridade sem perder a identidade

Quando alguém deseja melhorar a própria comunicação, vale começar por uma situação concreta. A dificuldade aparece ao apresentar um projeto? Ao explicar o próprio trabalho? Ao responder a uma pergunta? Ou ao participar de uma conversa em grupo?

Cada resposta aponta para uma necessidade diferente. Às vezes, a pessoa tenta incluir tantas informações que demora a chegar à ideia principal. Em outras situações, prepara o conteúdo, mas não considera o tempo disponível ou o conhecimento de quem vai ouvir.

Buscar uma voz parecida com a de alguém que admiramos pode desviar a atenção dessas necessidades. Desenvolver a comunicação deve preservar a identidade, o sotaque e as características pessoais. O objetivo é ampliar os recursos de expressão para que a pessoa consiga participar das situações que são importantes para ela.

Na minha trajetória, foi em mentorias, grupos de estudos e encontros de networking que percebi como a comunicação representava um obstáculo para muitas pessoas. Essa observação me levou a aprofundar os estudos em oratória, conectando o interesse pela expressão à minha experiência na fonoaudiologia.

Preparar a fala começa antes de falar

Um primeiro passo é responder: o que eu gostaria que a outra pessoa compreendesse ao final desta conversa? A resposta ajuda a selecionar informações e a construir uma sequência.

Em uma apresentação de resultados, por exemplo, mencionar números não é suficiente. É preciso explicar o que eles representam, a que período se referem e por que importam. Um exemplo bem escolhido pode ajudar mais do que uma sequência de termos técnicos.

Também vale ensaiar em voz alta. Ler silenciosamente um roteiro é diferente de explicá-lo. Durante o ensaio, observe se consegue concluir as frases, se repete informações e se o tempo está adequado. Uma gravação curta pode ajudar nessa observação, sem que cada particularidade da sua voz se transforme em motivo de crítica.

As pausas podem marcar mudanças de assunto e separar ideias. Não é necessário preencher todos os intervalos. Em uma conversa, também precisamos deixar espaço para perguntas e ouvir até o fim antes de responder.

A voz merece cuidado

A preparação inclui observar as condições do ambiente. Se há muito barulho ou dificuldade para ser ouvido, pode ser necessário reduzir interferências ou utilizar um microfone. Tentar vencer o ruído aumentando continuamente o volume exige mais da voz.

Hidratação e momentos de descanso vocal fazem parte dos cuidados cotidianos. Rouquidão, dor e esforço para falar merecem avaliação profissional, especialmente quando persistem ou se repetem. Não devem ser tratados como um preço inevitável de trabalhar com a voz.

A fonoaudiologia pode contribuir tanto no cuidado com alterações quanto no aperfeiçoamento da fala e da voz. A avaliação individual considera as necessidades, a rotina e os objetivos de cada pessoa.

Comunicar-se melhor é um processo de atenção e prática. Na próxima conversa importante, observe se sua mensagem está clara, se você consegue falar com conforto e se há espaço para compreender o outro. É nesse encontro entre expressão, escuta e cuidado que a voz pode ajudar seu conhecimento a chegar às pessoas.

Raiza Ribeiro
Fonoaudióloga e mestra em Saúde da Comunicação

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Brazil Health