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O luxo e a Era da Direção Criativa: o que Royal Salute e Care Natural nos apresentam
Publicado 02/06/2026 • 12:00 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 02/06/2026 • 12:00 | Atualizado há 5 meses
Divulgação
A resposta está em um conceito cada vez mais presente: direção criativa
Por décadas, experiências de luxo eram construídas a partir da exclusividade. Hoje, isso já não basta. Nesta semana, dois eventos em São Paulo deixaram isso claro: a inauguração da flagship da CARE Natural Beauty, na Oscar Freire, e o jantar imersivo “The Royal Experience”, da Royal Salute, no Rosewood.
Embora pertençam a mercados diferentes, beleza e destilados premium, os dois eventos parecem responder à mesma pergunta: como continuar despertando desejo em um consumidor que já viu de tudo?
A resposta está em um conceito cada vez mais presente: direção criativa.
Porque o que essas marcas apresentaram não foram apenas ativações. Foram universos construídos com intenção estética, narrativa e sensorial.
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As marcas deixaram de ser apenas fabricantes de produtos. Hoje, elas operam como produtoras culturais. Criam:
A CARE com sua nova flagship foi concebida como um espaço desenhado para funcionar como extensão física do universo da marca:
Não é mais uma loja. É uma plataforma de marca. O espaço físico deixa de servir apenas para vender e passa a existir para aprofundar percepção de marca e construir e engajar comunidade.
O consumidor quer narrativa.
O mesmo aconteceu no Rosewood durante o “The Royal Experience”. A Royal Salute não apresentou um jantar, e sim uma construção cênica. As projeções mapeadas interagindo com pratos, taças e garrafas, a trilha sonora criada especialmente para a ocasião e a condução narrativa da degustação transformaram o whisky em personagem central da experiência.
O luxo contemporâneo parece cada vez menos interessado em exposição direta de produto e cada vez mais interessado em direção de percepção. É quase como se as marcas perguntassem: “como queremos que as pessoas se sintam dentro do nosso universo?”.
Existe um motivo para que:
O consumidor premium contemporâneo vive saturado de informação, imagem e excesso visual. Por isso, experiências imersivas passaram a funcionar como uma espécie de desaceleração emocional. E criam: presença, memória, sensação de acesso, pertencimento e conexão afetiva.
Outro ponto interessante é perceber como São Paulo consolida um ecossistema muito sofisticado para esse tipo de ativação. Oscar Freire e Rosewood sao símbolos de dois movimentos complementares:
Isso aproxima a cidade de formatos que já dominam mercados como:
E a mensagem importante para empresários e executivos é: o mercado premium atual gira em torno do que se faz sentir. Porque produto pode ser replicado. Experiência memorável, e sentimento de pertencimento, não.
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