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O luxo e a Era da Direção Criativa: o que Royal Salute e Care Natural nos apresentam

Publicado 02/06/2026 • 12:00 | Atualizado há 2 horas

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Danni Rudz

Danni Rudz é comunicadora, criadora de conteúdo, consultora de diversidade corporal e vivências raciais, palestrante, educadora e especialista em moda inclusiva.  Comentarista especialista no Times Brasil - Licenciado CNBC falando ao vivo de Mercado de Luxo e Lifestyle, todas as 6ª feiras. Membro Forbes BLK.

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A resposta está em um conceito cada vez mais presente: direção criativa

Por décadas, experiências de luxo eram construídas a partir da exclusividade. Hoje, isso já não basta. Nesta semana, dois eventos em São Paulo deixaram isso claro: a inauguração da flagship da CARE Natural Beauty, na Oscar Freire, e o jantar imersivo “The Royal Experience”, da Royal Salute, no Rosewood.

Embora pertençam a mercados diferentes, beleza e destilados premium, os dois eventos parecem responder à mesma pergunta: como continuar despertando desejo em um consumidor que já viu de tudo?

A resposta está em um conceito cada vez mais presente: direção criativa.

Porque o que essas marcas apresentaram não foram apenas ativações. Foram universos construídos com intenção estética, narrativa e sensorial.

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Quando marcas operaram como produtoras culturais

As marcas deixaram de ser apenas fabricantes de produtos. Hoje, elas operam como produtoras culturais. Criam:

  • cenografia;
  • trilha sonora;
  • ambientação;
  • narrativa;
  • casting;
  • linguagem visual;
  • arquitetura emocional;
  • e experiências pensadas para existir tanto presencialmente quanto digitalmente.

A CARE com sua nova flagship foi concebida como um espaço desenhado para funcionar como extensão física do universo da marca:

  • café em parceria com café por elas;
  • conteúdo;
  • encontros;
  • comunidade;
  • creator economy;
  • e lifestyle.

Não é mais uma loja. É uma plataforma de marca. O espaço físico deixa de servir apenas para vender e passa a existir para aprofundar percepção de marca e construir e engajar comunidade.

O consumidor quer narrativa.

O mesmo aconteceu no Rosewood durante o “The Royal Experience”. A Royal Salute não apresentou um jantar, e sim uma construção cênica. As projeções mapeadas interagindo com pratos, taças e garrafas, a trilha sonora criada especialmente para a ocasião e a condução narrativa da degustação transformaram o whisky em personagem central da experiência.

O luxo contemporâneo parece cada vez menos interessado em exposição direta de produto e cada vez mais interessado em direção de percepção. É quase como se as marcas perguntassem: “como queremos que as pessoas se sintam dentro do nosso universo?”.

O mercado de luxo entrou oficialmente na era da imersão

Existe um motivo para que:

  • moda;
  • hotelaria,
  • beleza,
  • gastronomia,
  • wellness,
  • bebidas,
  • e até varejo
    estejam caminhando para o mesmo lugar.

O consumidor premium contemporâneo vive saturado de informação, imagem e excesso visual. Por isso, experiências imersivas passaram a funcionar como uma espécie de desaceleração emocional. E criam: presença, memória, sensação de acesso, pertencimento e conexão afetiva.

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São Paulo e a sofisticação da experiência

Outro ponto interessante é perceber como São Paulo consolida um ecossistema muito sofisticado para esse tipo de ativação. Oscar Freire e Rosewood sao símbolos de dois movimentos complementares:

  • o varejo premium experiencial;
  • e a hospitalidade de luxo transformada em palco cultural.

Isso aproxima a cidade de formatos que já dominam mercados como:

  • Niva York;
  • Londres;
  • Paris;
  • Dubai;
  • e Seul.

E a mensagem importante para empresários e executivos é: o mercado premium atual gira em torno do que se faz sentir. Porque produto pode ser replicado. Experiência memorável, e sentimento de pertencimento, não.

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