Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
O luxo e a Era da Direção Criativa: o que Royal Salute e Care Natural nos apresentam
Publicado 02/06/2026 • 12:00 | Atualizado há 2 horas
Trump assina decreto sobre inteligência artificial que exige que empresas concedam ao governo acesso antecipado
Abertura de vagas de emprego nos EUA sobe para 7,6 milhões em abril, maior nível em quase dois anos
Blackstone conclui captação de maior fundo de private equity da Ásia
Ações da Marvell disparam 20% após Huang, da Nvidia, falar que empresa vai entrar no “clube do trilhão”
Ações da Abivax despencam mais de 40% após casos de câncer levantarem dúvidas sobre medicamento para colite ulcerativa
Publicado 02/06/2026 • 12:00 | Atualizado há 2 horas
Divulgação
A resposta está em um conceito cada vez mais presente: direção criativa
Por décadas, experiências de luxo eram construídas a partir da exclusividade. Hoje, isso já não basta. Nesta semana, dois eventos em São Paulo deixaram isso claro: a inauguração da flagship da CARE Natural Beauty, na Oscar Freire, e o jantar imersivo “The Royal Experience”, da Royal Salute, no Rosewood.
Embora pertençam a mercados diferentes, beleza e destilados premium, os dois eventos parecem responder à mesma pergunta: como continuar despertando desejo em um consumidor que já viu de tudo?
A resposta está em um conceito cada vez mais presente: direção criativa.
Porque o que essas marcas apresentaram não foram apenas ativações. Foram universos construídos com intenção estética, narrativa e sensorial.
Leia também: Mondepars Inverno 2026 apresenta “Alda”: memória, produto e identidade
As marcas deixaram de ser apenas fabricantes de produtos. Hoje, elas operam como produtoras culturais. Criam:
A CARE com sua nova flagship foi concebida como um espaço desenhado para funcionar como extensão física do universo da marca:
Não é mais uma loja. É uma plataforma de marca. O espaço físico deixa de servir apenas para vender e passa a existir para aprofundar percepção de marca e construir e engajar comunidade.
O consumidor quer narrativa.
O mesmo aconteceu no Rosewood durante o “The Royal Experience”. A Royal Salute não apresentou um jantar, e sim uma construção cênica. As projeções mapeadas interagindo com pratos, taças e garrafas, a trilha sonora criada especialmente para a ocasião e a condução narrativa da degustação transformaram o whisky em personagem central da experiência.
O luxo contemporâneo parece cada vez menos interessado em exposição direta de produto e cada vez mais interessado em direção de percepção. É quase como se as marcas perguntassem: “como queremos que as pessoas se sintam dentro do nosso universo?”.
Existe um motivo para que:
O consumidor premium contemporâneo vive saturado de informação, imagem e excesso visual. Por isso, experiências imersivas passaram a funcionar como uma espécie de desaceleração emocional. E criam: presença, memória, sensação de acesso, pertencimento e conexão afetiva.
Outro ponto interessante é perceber como São Paulo consolida um ecossistema muito sofisticado para esse tipo de ativação. Oscar Freire e Rosewood sao símbolos de dois movimentos complementares:
Isso aproxima a cidade de formatos que já dominam mercados como:
E a mensagem importante para empresários e executivos é: o mercado premium atual gira em torno do que se faz sentir. Porque produto pode ser replicado. Experiência memorável, e sentimento de pertencimento, não.
Mais lidas
1
JHSF inaugura shopping de luxo no interior de São Paulo
2
Mercedes-Benz pode ficar fora do mercado dos EUA por projeto de lei voltado à participação chinesa em montadoras
3
EXCLUSIVO: Galapagos perde concessão bilionária por erro primário em due diligence e mercado questiona gestora
4
Banana ‘de milhões’ desaparece de parede em museu na França
5
Cosan nega venda da Rumo, mas reafirma foco em desalavancagem