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Grupo português dribla marcas globais e terá 21 hotéis sob administração no Brasil até 2028
Publicado 18/09/2026 • 09:05 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 18/09/2026 • 09:05 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
Divulgação/Vila Galé
Vista aérea do Vila Galé Cumbuco, no Ceará; rede portuguesa prevê chegar a 21 hotéis no Brasil até 2028.
O grupo que administra o Vila Galé, uma das redes mais importantes de hotelaria de Portugal, quer avançar sobre a concorrência no Brasil com um modelo de negócios pouco comum no setor: ele concentra todas as etapas, da construção a da administração do hotel, enquanto os grandes grupos apenas administram ou cedem a marca para franqueados.
O Vila Galé tem 13 empreendimentos no Brasil e ensaia outros 10, sendo que oito já estão confirmados nos próximos dois anos e outros dois hotéis devem ser anunciados em breve. Ao longo dos seus 25 anos operando no Brasil, o grupo tem mantido os lucros obtidos no Brasil para expansão da sua rede local, confiando que os investimentos por aqui ainda precisam de fôlego para que, mais adiante, haja o retorno do capital para a matriz.
O grupo português já trabalha nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste, e agora ensaia a entrada na região Sul, em Florianópolis, com unidade já confirmada, e em Curitiba, ainda não sacramentada, mas que está em fase final de acerto. “Nós continuamos muito interessados na situação do Brasil, temos já oito hotéis planejados para os próximos dois anos e vamos continuar a expandir”, afirma Gonçalo Rebelo, administrador do Villa Galé.
Leia também: Hotel das Cataratas entra para ranking dos 100 melhores hotéis do mundo
Rebelo, que é português, fala sobre os desafios e as possibilidades de um grupo português investir no Brasil. Ele conta que o mercado brasileiro de turismo vinha crescendo, mas sofreu bastante durante a pandemia e segue com dificuldades para recuperar o patamar de atração que tinha atingido antes da pandemia. Fala ainda que boa parte disso acabou migrando para mercados já consolidados ou mesmo para concorrentes emergentes. Hoje, mais de 80% dos clientes do Vila Galé no Brasil são locais, enquanto em Portugal a relação é quase inversamente proporcional.
O desafio, segundo o empresário, é o Brasil ter uma política de incentivo ao turismo que seja perene. Disse que, em Portugal, a mesma política de incentivo ao turismo tem sido mantida há 30 anos, independentemente das mudanças no comando do país, que foram muitas. A perpetuação da política para o turismo acabou consolidando Portugal como um dos destinos mais proeminentes na Europa, inclusive para brasileiros.
O Brasil, de acordo com Gonçalo, precisa reunir esforços em torno de um projeto de desenvolvimento do país e incluir o turismo como diferencial competitivo.
“O principal desafio para um investidor internacional tem a ver com a dimensão continental e a forma de organização do país”, avalia. Ele menciona também desafios tributários e as diferenças de conduta dos diferentes entes federativos, o que aumenta a insegurança jurídica.
A operação brasileira ganhou espaço nos resultados do Vila Galé em 2025. Segundo a companhia, a contribuição do país para a rentabilidade do grupo cresceu 23% em relação ao ano anterior e já se aproxima do peso das operações de Portugal e Espanha, mesmo com um número menor de hotéis.
Os hotéis brasileiros registraram 743 mil quartos ocupados no ano, alta de 12% em relação a 2024, enquanto a ocupação média ficou em 50%. O EBITDA da operação no país atingiu R$ 293 milhões.
O grupo também informou ter seis novos projetos em desenvolvimento no Brasil, que somam 1.209 quartos e investimentos de € 103 milhões. As unidades estão previstas para Alagoas, Santa Catarina, Minas Gerais e Maranhão.
Entre os projetos estão dois hotéis em Coruripe, um deles voltado exclusivamente para famílias com crianças, além de unidades em Florianópolis, Brumadinho e duas em São Luís.
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