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Raphael Coraccini

Na ONU, Lula fala sobre “democracia em xeque” e “ingerência externa” nas eleições

Publicado 22/09/2026 • 11:54 | Atualizado há 1 hora

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Raphael Coraccini

Analista e repórter de mercado, economia e negócios, Raphael Coraccini é jornalista, especializado em jornalismo econômico e mercado financeiro, mestre e pesquisador em Ciência Social com foco em Ciência Política. Atua na cobertura de autoridades monetárias, autoridades econômicas, resultados corporativos, M&A, mercado de capitais, impostos e tarifas, regulação e outros assuntos relacionados a economia e política.

KEY POINTS

  • Lula mencionou, de maneira indireta, os temores de uma interferência americana nas eleições brasileiras como uma continuidade de um processo de ruptura democrática em outros países.
  • O presidente mencionou interferências dos EUA nos processos políticos na Venezuela, na Nicarágua e em Cuba.
  • No final, ele defendeu o processo eleitoral brasileiro e a segurança das urnas eletrônicas.
Lula

Reprodução

Usando tom eleitoral em conjunto com uma ambição de apaziguamento global, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mencionou, de maneira indireta, os temores de uma interferência americana nas eleições brasileiras como uma continuidade de um processo de ruptura democrática em outros países.

“Percorremos um longo caminho para restaurar a vontade popular. A democracia está novamente em xeque. Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais”, disse o presidente durante a 81ª Assembleia Geral da ONU.

Em outro momento, ele defendeu a soberania nacional e afirmou que o “Brasil não cabe no quintal de ninguém”, e complementou dizendo que o país precisa de “parceiros que fomentem o desenvolvimento”, ao mencionar também interferências nos processos políticos na Venezuela, na Nicarágua e em Cuba.

Leia também: Lula defende soberania em discurso na Assembleia Geral da ONU: “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”

Lula defendeu a legitimidade do processo eleitoral brasileiro e a segurança das urnas. “Teremos um pleito transparente, competitivo, com todos os candidatos disputando com toda liberdade de expressão.”

Disse ainda que há “abusos dessa liberdade de expressão”, que estão, segundo o presidente, relacionados a “interesses estrangeiros” e contra os interesses do próprio Brasil, mencionando uma suposta articulação entre “inimigos da democracia, internos e externos”.

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