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Raphael Coraccini

“Turismo deve ser tratado como programa de país”, diz VP da Azul

Publicado 22/09/2026 • 18:59 | Atualizado há 27 minutos

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Raphael Coraccini

Analista e repórter de mercado, economia e negócios, Raphael Coraccini é jornalista, especializado em jornalismo econômico e mercado financeiro, mestre e pesquisador em Ciência Social com foco em Ciência Política. Atua na cobertura de autoridades monetárias, autoridades econômicas, resultados corporativos, M&A, mercado de capitais, impostos e tarifas, regulação e outros assuntos relacionados a economia e política.

Avião da Azul

Foto: reprodução/azul

A American Airlines e a Azul apresentaram ao Cade um parecer sobre a compra da companhia aérea brasileira pela empresa norte-americana.

A Azul avalia que é importante a partir de 2027 que o setor aéreo brasileiro não dependa de eventuais programas de governo para poder retomar o ritmo de voos e o faturamento que teve nos seus momentos mais promissores.

“Turismo nunca deve ser tratado como programa de governo, mas como programa de país”, diz Fabio Campos, vice-presidente Institucional e Corporativo da Azul Linhas Aéreas. “Isso tem que ser um trabalho contínuo, independentemente do governo que aí esteja”, acrescenta.

O executivo ressaltou “esforços” que foram feitos nos últimos anos no sentido de tentar promover patamares maiores de de voos no mercado. Um dos destaques é o Voa Brasil, que permite a idosos viajarem de avião por R$ 200. O programa foi estendido em 2026.

Outra medida foi em benefício direto às companhias aéreas, com uma linha de crédito subsidiado de R$ 8 bilhões. O custo do dinheiro é de 4,4% ao ano com prazos de 60 meses. A proposta visa favorecer o capital de giro das empresas, diretamente afetadas pela disparada do preço do querosene de aviação (QAV).

Por outro lado, a reforma tributária tem preocupado o setor, que tem trabalhado nas adequações, mas que ainda precisa de definições do executivo para entender o impacto das mudanças. “Ainda tem muita incerteza, e o setor de aviação ainda aguarda algumas regulações do Poder Executivo. É difícil dizer (o impacto) porque ainda não sabemos como vai ficar”, completa Campos.

Concorrência e Chapter Eleven

O executivo disse que a entrada de outros players nos mercados que a companhia atende é saudável e produtivo para o consumidor final, mas brincou: “que bom que eles estão descobrindo (esses destinos) agora, mas nós já operamos faz tempo”.

Ele também comemorou a saída do Chapter Eleven (espécie de recuperação judicial nos Estados Unidos) e destacou a “mudança por completo da estrutura societária” da Azul na operação americana.

“Serão dois grandes acionistas de referência, United Airlines e American Airlines — esta segunda ainda em fase de aprovação para poder ser acionista — além de diversos fundos de investimento” conclui.

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