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Plano de Negócios Rodrigo Loureiro

Acordo para recuperação do GPA vira alívio para fornecedores

Publicado 07/05/2026 • 11:27 | Atualizado há 55 minutos

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Rodrigo Loureiro

Rodrigo Loureiro é jornalista especializado em economia e negócios, com experiência nos principais veículos do Brasil e MBA pela FIA em parceria com a B3. Além de comandar esta coluna, é comentarista nos programas Agora e Real Time, nos quais analisa as principais movimentações do mercado.

GPA

Foto: Divulgação/Grupo GPA

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O avanço no Grupo Pão de Açúcar ao seu plano de recuperação extrajudicial deixou os fornecedores da varejista mais aliviados. 

Se até o começo da semana havia receio de que a companhia pudesse atrasar pagamentos, a adesão dos credores ao plano estipulado pela empresa para a liquidação de dívidas trouxe mais alívio.

Nos últimos dias, a coluna Plano de Negócios apurou que o GPA enfrentava dificuldades para honrar pagamentos em dia. Relatos de fornecedores apontavam receio com a possibilidade de atrasos. Foram ouvidos empresários de diferentes setores da indústria.  

“O pagamento atrasou um dia, algo que nunca havia acontecido”, afirmou uma fonte do setor de alimentação à reportagem. 

Outro relato apontava temor para que os atrasos pudessem chegar a empresas do setor de laticínios. “Se a empresa começar a atrasar os pagamentos, será o começo do fim. Já vimos esse filme acontecer”, disse.

No acordo celebrado na quarta-feira (6), o GPA conseguiu a adesão de 57% dos credores não operacionais para seu plano de recuperação extrajudicial. A negociação, que durou quase dois meses, trouxe alívio ao caixa da companhia. Pelo menos no curto e médio prazo.

O acordo vai permitir a redução da dívida em mais de 50%, além de uma carência de pelo menos dois anos para o início dos pagamentos. A companhia relata que tinha dívidas com vencimento em 2026 que somavam R$ 2,3 bilhões. Com o acordo, a empresa vai alongar o prazo.

Isso se dará apela emissão de debêntures. Serão duas: uma de R$ 1,5 bilhão (ao custo de CDI +2,5%) e outra de R$ 1,1 bilhão (essa poderá ser convertida em ações no primeiro semestre de 2027, 2029, 2030 e 2031). Os credores que aceitaram essas condições terão que investir 20% a mais.

Aos credores que não aceitaram a primeira opção resta o deságio. A dívida somada de R$ 2 bilhões foi reduzida em 70%. O desconto faz com que o valor caia para R$ 600 milhões. Esse montante será pago a partir de 2031.

As duas alternativas fazem com que a dívida não operacional da varejista tenha redução de mais de 50% e o prazo médio para pagamento seja estendido de 2,1 anos para 6,4 anos. O custo também foi reduzido de CDI + 1,8% para CDI +0,5%. 

A coluna procurou o GPA para comentar o assunto, mas não obteve resposta. A reportagem será atualiza

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