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Plano de Negócios Rodrigo Loureiro

O mercado ainda não embarcou na recuperação da CVC (e a Decolar agradece)

Publicado 04/05/2026 • 10:18 | Atualizado há 2 horas

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Rodrigo Loureiro

Rodrigo Loureiro é jornalista especializado em economia e negócios, com experiência nos principais veículos do Brasil e MBA pela FIA em parceria com a B3. Além de comandar esta coluna, é comentarista nos programas Agora e Real Time, nos quais analisa as principais movimentações do mercado.

O recente interesse da Despegar.com, empresa argentina controladora da Decolar, na CVC chamou a atenção do mercado de turismo. Uma das principais agências de viagens do Brasil, a CVC vive um momento de recuperação de seus negócios. A retomada, porém, ainda não parece ter convencido os acionistas.

Desde o começo do ano, as ações da CVC acumulam queda de 11% na bolsa de valores. A empresa havia ensaiado uma recuperação entre outubro de 2024 e fevereiro de 2026, quando os papéis chegaram a subir mais de 60%. Desde então, porém, houve queda de quase 30% no valor da ação.

Com a ação em movimento de sobe e desce, cresce a pressão sobre a companhia, e investidores começam a avaliar opções. Uma saída por meio de aquisição passa a ser considerada uma alternativa válida — dado um possível prêmio sobre a ação.

É nesse contexto que surge a Despegar.com, controlada pela holandesa Prosus (a mesma do iFood). Rumores de mercado apontam que a proposta terá um prêmio relevante. O número especulado gira em torno de R$ 3,30 por ação, o que representa um ganho de 70% em relação ao valor de fechamento de quinta-feira, de R$ 1,93.

Seria um prêmio elevado até mesmo para os padrões da Prosus, que pagou 33% a mais pelas ações da Despegar quando realizou a aquisição da empresa argentina em dezembro de 2024.

Em nota oficial, a CVC informou que não recebeu qualquer proposta formal envolvendo suas ações.

A ideia por trás da aquisição é combinar o virtual com o presencial. Ao mesmo tempo em que a plataforma argentina se tornou um dos principais hubs para a compra de viagens online, a CVC conta com uma estrutura de mais de 1,6 mil lojas físicas no Brasil e na Argentina.

Em seu último balanço financeiro, referente ao quarto trimestre do ano passado, a CVC reportou prejuízo de R$ 3,6 milhões. A cifra representa uma melhora de 71% na base anual. O Ebitda aumentou 107%, para R$ 171,5 milhões. A receita líquida, porém, recuou 1,2%, para R$ 362,1 milhões.

O último trimestre de 2025, contudo, pode ter sido afetado pela alta do dólar. No acumulado do ano passado, a CVC registrou lucro líquido de R$ 67 milhões, o dobro do registrado no ano anterior. A receita somou R$ 1,4 bilhão (+7,6%), e o Ebitda ficou em R$ 502 milhões (+47%).

O indicador que agrada o mercado é o aumento da margem Ebitda no último trimestre. Houve adição de 6,7 pontos percentuais, totalizando 36,2%. Esse ganho se deve à diluição das despesas e aos ganhos de eficiência observados pela companhia.

Um dos esforços para crescer em 2026 está relacionado à transformação digital da empresa. A companhia vem investindo para integrar canais físicos e digitais, em uma tentativa de competir com players que já nasceram no mundo online, como a própria Decolar.

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