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Plano de Negócios Rodrigo Loureiro

Casas Bahia traz uma ex-Americanas para liderar a reestruturação

Publicado 23/10/2026 • 15:15 | Atualizado há 14 horas

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Rodrigo Loureiro

Rodrigo Loureiro é jornalista especializado em economia e com experiência nos principais veículos do Brasil. Além de comandar esta coluna, é analista de mercado nos principais programas do Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC.

A Casas Bahia anunciou nesta sexta-feira a contratação de Camille Faria, executiva que passou por Americanas e Oi, para liderar a reestruturação financeira da companhia, que recentemente teve seu pedido de recuperação judicial deferido.

Sócia da Althia Partners, boutique financeira que atua justamente na recuperação de empresas, a executiva chega à varejista para liderar as negociações com os credores e conduzir o plano de recuperação judicial em conjunto com os executivos da companhia.

Chama a atenção o fato de que Camille passou por outras empresas em situação semelhante à da Casas Bahia. Entre elas estão a operadora de telefonia Oi e a varejista Americanas.

Na Americanas, Camille assumiu os cargos de CFO e diretora de relações com investidores e ficou quase três anos na companhia, antes de deixar os cargos em dezembro de 2025.

A executiva é apontada como responsável pela reconstrução do time financeiro da varejista e atuou na elaboração dos demonstrativos contábeis reais da companhia. A Americanas, vale lembrar, enfrentou acusações de fraude que geraram um rombo de mais de R$ 40 bilhões.

Quem deixa o cargo é o executivo Mateus Tessler. Segundo a Casas Bahia, Tessler continuará contribuindo pontualmente com o processo e auxiliará na transição. A varejista também informou que o escritório de advocacia Alvarez & Marsal permanece no processo.

A Casas Bahia reportou dívida de R$ 17,3 bilhões em sua recuperação judicial. O montante, no entanto, pode subir para R$ 27,8 bilhões. Isso porque a companhia tem R$ 11 bilhões em obrigações classificadas como extraconcursais. 

O Bradesco é o principal credor. A dívida da varejista com o banco da Cidade de Deus soma R$ 3,28 bilhões em relação ao Digio e outros R$ 1,5 bilhão em relação ao próprio Bradesco. Banco do Brasil e Zurich Seguros também cobram R$ 2,99 bilhões e R$ 1,98 bilhão respectivamente. 

No último trimestre, a Casas Bahia reportou prejuízo de R$ 10,1 bilhões. O valor subiu consideravelmente em 12 meses. No segundo trimestre de 2025 as perdas somaram R$ 555 milhões. O aumento se deve a baixas contábeis. 

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