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Nasdaq mudou regras para seduzir Musk e atrair a SpaceX
Publicado 12/06/2026 • 10:13 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 12/06/2026 • 10:13 | Atualizado há 5 meses
Jimin Kim/SOPA Images via Reuters Connect
Em um movimento silencioso realizado entre março e maio deste ano, a Nasdaq fez mudanças drásticas em algumas de suas principais regras que permeiam as empresas que são listadas em sua bolsa de valores. O objetivo: seduzir Elon Musk.
A ideia era atrair a SpaceX e impedir que a companhia abrisse capital na Nyse ou de outras bolsas – ainda que isso fosse menos provável. Afinal, trata-se de um IPO de US$ 75 bilhões
Para fazer parte da bolsa de valores, as companhias precisam pagar uma taxa de listagem e a Nasdaq ainda gnaha uma pequena fração com a compra e venda de ações.
Segundo relatos da imprensa americana, Musk negociou com a Nasdaq para que sua empresa ganhe um atalho para que seja incluida no índice Nasdaq 100, que acompanha o desempenho das 100 empresas mais valiosas listadas na bolsa. Na regra anterior, a SpaceX só entraria no índice em dezembro.
Seriam meses preciosos perdidos pela companhia – o que poderia minguar o apetite dos investidores. Principalmente institucionais. O índice da Nasdaq é seguido por ETFs bilionários. Ter a inclusão da empresa no momento mais quente seria o cenário ideal (e talvez necessário) para a companhia.
A nova regra permite que a SpaceX faça parte do índice a partir do 15º dia de negociação caso seu valor de mercado esteja entre os 40 maiores da bolsa – uma barreira que gira em torno de US$ 100 bilhões. Com valuation pretendido acima de US$ 1,77 trilhão, a SpaceX deve ingressar no Nasdaq 100 em julho.
Outra mudança importante foi o fim da chamada "trave dos 10%". A regra exigia que as companhias tivessem pelo menos 10% de suas ações em free float — parcela disponível para negociação no mercado — para se beneficiarem de um multiplicador de peso no cálculo do índice. Essa exigência foi eliminada.
A alteração favorece empresas com estrutura acionária mais concentrada, caso comum entre companhias recém-listadas. Na prática, ela permite que empresas com uma fatia menor de ações em circulação tenham uma participação mais relevante no Nasdaq 100.
Para a SpaceX, que deve manter grande parte de seu capital nas mãos de Elon Musk e de outros acionistas relevantes após o IPO, a mudança pode ampliar seu peso no índice e aumentar a demanda por suas ações por parte de ETFs e fundos que replicam o Nasdaq 100.
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