O Drex, moeda digital do Banco Central (BC), foi tema do Cripto Brasil na última quarta-feira (7).
João Paulo Aragão Pereira, especialista em inteligência artificial e finanças descentralizadas, destacou que o Drex não deve ser visto apenas como uma moeda digital, mas como uma infraestrutura financeira complexa, baseada na tokenização de ativos.
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
DREX, versão digital do real, exibida em uma tela de celular
O Drex, moeda digital do Banco Central (BC), foi tema do Cripto Brasil na última quarta-feira (7). João Paulo Aragão Pereira, especialista em inteligência artificial e finanças descentralizadas, destacou que o Drex não deve ser visto apenas como uma moeda digital, mas como uma infraestrutura financeira complexa, baseada na tokenização de ativos.
A ideia é permitir transações atômicas, nas quais entrega e pagamento ocorrem simultaneamente, com segurança e agilidade. O sistema permite negociar desde títulos como LCI e precatórios até commodities como soja, utilizando contratos inteligentes.
A tecnologia do Drex é similar à do Bitcoin, mas com uma diferença: ele funcionará em uma rede permissionada, sob governança centralizada do Banco Central, que atua como validador junto a outras instituições, como a Selic.
“A descentralização existe, mas dentro de um ambiente controlado”, explicou o especialista. Foram testados pelo menos 14 casos de uso, como crédito de carbono, debêntures e notas promissórias, com base em regras programadas por contratos inteligentes.
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O Drex também posiciona o Brasil em destaque global na discussão sobre moedas digitais emitidas por bancos centrais (CBDCs). Segundo o especialista, o país tem se diferenciado por priorizar a privacidade e a interoperabilidade entre sistemas.
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