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Governo reúne medidas de estímulo que já ultrapassam R$ 180 bilhões às vésperas do calendário eleitoral
Publicado 26/07/2026 • 09:30 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 26/07/2026 • 09:30 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O conjunto de medidas econômicas anunciadas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao longo deste ano já envolve mais de R$ 180 bilhões e deverá produzir efeitos sobre a economia e as contas públicas que se estendem além de 2026, alcançando o próximo mandato presidencial.
As iniciativas concentram esforços principalmente sobre a população de renda intermediária, faixa que reúne cerca de um terço do eleitorado brasileiro e na qual o presidente enfrenta maior dificuldade de aprovação, segundo pesquisas. O levantamento foi realizado pela Folha de S.Paulo, com base em análises de economistas e especialistas em finanças públicas.
Embora Lula apareça à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no cenário geral de intenção de voto, o parlamentar registra desempenho mais favorável entre famílias com renda entre dois e cinco salários mínimos, equivalente hoje a aproximadamente R$ 3,2 mil e R$ 8,1 mil por mês.
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O levantamento reúne 16 iniciativas lançadas pelo Executivo federal ao longo do ano. Em maio, o volume estimado de recursos mobilizados era de R$ 144 bilhões. Pouco mais de um mês depois, o total ultrapassou R$ 180 bilhões, refletindo a aceleração dos anúncios antes do início das restrições impostas pela legislação eleitoral.
Entre as medidas listadas, seis têm impacto direto sobre as contas públicas, seja pela redução de arrecadação, seja pelo aumento de despesas da União. Para amenizar esses efeitos, o governo buscou compensações por meio de novos tributos ou remanejamentos no orçamento.
As outras dez iniciativas são compostas, principalmente, por programas de crédito subsidiado, viabilizados com recursos e garantias oferecidos por fundos públicos para reduzir o custo dos financiamentos concedidos pelo sistema financeiro.
Uma das primeiras iniciativas anunciadas em 2026 foi o aporte de até R$ 15 bilhões no Fundo de Garantia de Operações (FGO), administrado pelo Banco do Brasil, destinado ao programa Desenrola 2.0. O fundo funciona como garantia para instituições financeiras em caso de inadimplência das operações renegociadas.
Na sequência, o governo lançou uma linha de crédito de R$ 21,2 bilhões voltada ao financiamento da compra de caminhões e ônibus, além de outra, de R$ 10 bilhões, destinada à aquisição de máquinas agrícolas por produtores rurais.
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Siga o Times | CNBCTambém foram anunciadas novas linhas de financiamento para trabalhadores por aplicativo e para o setor de transporte individual. Segundo estimativas, o programa voltado à compra de motocicletas por entregadores poderá movimentar cerca de R$ 4 bilhões, enquanto a linha destinada à renovação de frota de taxistas e motoristas de aplicativos alcança R$ 30 bilhões.
Mais recentemente, ao anunciar a redução do subsídio ao diesel, o governo informou que havia desembolsado até R$ 16 bilhões para limitar os impactos da guerra entre Irã e Estados Unidos sobre o preço dos combustíveis no mercado interno.
Outra proposta enviada ao Congresso prevê ampliar gradualmente o teto de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI) para R$ 140 mil anuais até 2028.
Caso o projeto seja aprovado nos moldes atuais, a equipe econômica estima uma renúncia fiscal de R$ 4 bilhões, distribuída entre 2027 e 2028.
Além disso, o governo pretende criar um programa de renegociação de dívidas para microempreendedores, com descontos que podem chegar a 70% sobre os débitos.
Nem todas as ações anunciadas neste ano foram incluídas no levantamento por falta de projeções oficiais sobre seus impactos fiscais.
Entre elas está a revogação da cobrança de imposto sobre compras internacionais de até US$ 50, medida conhecida popularmente como “taxa das blusinhas”. Antes da mudança, a equipe econômica estimava arrecadar cerca de R$ 1,2 bilhão com a tributação ao longo de 2026.
Nas últimas semanas, o presidente intensificou a agenda de anúncios, entregas de obras e eventos públicos. A partir de sábado (1º de agosto), entretanto, entra em vigor o período de restrições previsto pela legislação eleitoral, durante o qual ficam proibidas inaugurações, cerimônias oficiais e ações de divulgação institucional ligadas ao governo.
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