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ABIMO alerta para riscos de tarifa dos EUA sobre cadeia brasileira de dispositivos médicos
Publicado 21/07/2026 • 12:37 | Atualizado há 4 horas
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Publicado 21/07/2026 • 12:37 | Atualizado há 4 horas
KEY POINTS
A tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos colocou a indústria nacional de dispositivos médicos em estado de atenção. A avaliação é da ABIMO (Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos), que destaca a relevância do mercado norte-americano para as exportações do setor e a necessidade de acompanhar os desdobramentos da medida.
Os Estados Unidos seguem como o maior comprador de dispositivos médicos produzidos no Brasil. Em 2025, as exportações para o país alcançaram US$ 289,68 milhões, crescimento de 4,61% em relação ao ano anterior. Entre janeiro e maio de 2026, os embarques já somaram US$ 96,5 milhões, mantendo o mercado norte-americano na liderança entre os destinos das vendas externas brasileiras.
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De acordo com o presidente da ABIMO, Jamir Dagir Jr., não há, até o momento, impactos diretos significativos sobre as exportações do setor. Segundo ele, a predominância do transporte aéreo nos embarques reduz a exposição imediata a possíveis restrições logísticas.
Ainda assim, a entidade alerta para riscos indiretos relacionados ao aumento dos custos globais de energia e transporte, que podem pressionar as cadeias de suprimentos nos próximos meses.
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Siga o Times | CNBCPara a associação, a adoção de novas barreiras tarifárias reflete uma tendência internacional de fortalecimento das cadeias produtivas nacionais em segmentos considerados estratégicos.
Nesse contexto, o Brasil é desafiado a ampliar sua competitividade industrial, reduzir a dependência de insumos importados e fortalecer a capacidade de produção local.
Embora empresas exportadoras tenham intensificado a busca por novos mercados diante das mudanças no comércio global, a expansão internacional é mais complexa para fabricantes de dispositivos médicos.
A entrada em outros países depende de processos regulatórios específicos, que podem levar meses ou anos, tornando a diversificação uma estratégia de resultados graduais e não uma solução imediata para mudanças no cenário comercial.
Na avaliação da ABIMO, o novo contexto internacional reforça a necessidade de políticas voltadas ao fortalecimento da indústria brasileira de dispositivos médicos. O estímulo à inovação, a ampliação da produção nacional e a redução da vulnerabilidade da cadeia produtiva são apontados como fatores essenciais para aumentar a resiliência do setor diante de oscilações geopolíticas e comerciais.
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