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Brasil se aproxima de liderança nas exportações agrícolas impulsionado por disputa comercial entre EUA e China, afirma Kátia Abreu
Publicado 23/07/2026 • 13:01 | Atualizado há 43 minutos
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Publicado 23/07/2026 • 13:01 | Atualizado há 43 minutos
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Divulgação
O tarifaço imposto pelo governo Donald Trump e a promessa da taxação de novos países de fazer os Estados Unidos perder o papel de maior exportador agrícola global para o Brasil. De acordo com o Departamento de Agricultura americano e o Ministério da Agricultura brasileiro, os EUA exportaram no ano passado US$ 171 bilhões em produtos agrícolas, somente US$ 2 bilhões a mais que o Brasil. A diferença do número em 2021 foi de US$ 56 bilhões.
Para a ex-ministra da Agricultura e notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Kátia Abreu, a aproximação é resultado, principalmente, das mudanças no comércio global provocadas pela política tarifária do presidente americano Donald Trump.
“Desde a primeira guerra comercial com a China, em 2018, os chineses passaram a diversificar seus fornecedores. O Brasil se consolidou como um parceiro mais estável e essa mudança deixou de ser conjuntural para se tornar estrutural”, afirmou.
Segundo ela, a combinação de estabilidade na oferta, capacidade de produzir até três safras em algumas regiões e segurança nas exportações fortaleceu a posição brasileira no mercado internacional. “O Brasil já liderava as exportações de soja, carne bovina e carne de frango. Agora, está prestes a assumir também a liderança geral das exportações agrícolas”, disse.
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Apesar do avanço brasileiro, Kátia avalia que as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos afetam alguns segmentos do agronegócio nacional, como máquinas agrícolas, implementos, açúcar orgânico, produtos de aço, borracha e etanol.
De acordo com Kátia, produtos como carne bovina, café e aeronaves ficaram fora das tarifas por interesses do próprio mercado americano. “Eles excluíram a carne bovina porque os Estados Unidos vivem uma crise de oferta e os preços estão elevados. O mesmo ocorre com o café, do qual o Brasil é o maior produtor mundial”, explicou.
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Siga o Times | CNBCA ex-ministra afirmou que o Brasil tem ampliado sua presença em outros mercados para reduzir a dependência dos Estados Unidos. “Nossas exportações para a Índia cresceram 27%, a China voltou a ampliar as compras e seguimos abrindo novos mercados pelo mundo”, destacou.
Ela também ressaltou as medidas adotadas pelo governo federal para apoiar exportadores afetados pelas novas tarifas, como a disponibilização de R$ 18 bilhões em linhas de crédito por meio do BNDES.
Leia também: O que é a balança comercial do agro entre Brasil e EUA e por que ela virou argumento contra o tarifaço?
Durante a entrevista, Kátia Abreu também criticou a ação civil pública apresentada contra a decisão do governo de elevar de 30% para 32% a mistura obrigatória de etanol na gasolina.
Para ela, a medida possui respaldo técnico e fortalece um setor estratégico para o país. “O etanol é um patrimônio brasileiro construído ao longo de décadas. Não faz sentido questionar um aumento de apenas dois pontos percentuais em uma política consolidada e tecnicamente embasada”, afirmou.
A ex-ministra pediu que a Procuradoria-Geral da República acompanhe o caso e defendeu a manutenção da política de incentivo aos biocombustíveis, classificando o etanol como um dos principais ativos da matriz energética brasileira.
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