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Queda dos fertilizantes favorece milho e melhora perspectivas para parte do agronegócio
Publicado 30/06/2026 • 13:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 30/06/2026 • 13:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A queda recente dos preços dos fertilizantes nitrogenados mudou o cenário de custos para parte do agronegócio brasileiro e pode favorecer culturas mais sensíveis às despesas com adubação, como o milho, afirmou Tomás de Pernias, analista de inteligência de mercado da StoneX. Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta terça-feira (30), ele apontou que a normalização da navegação no Estreito de Ormuz reduziu o risco de desabastecimento e devolveu os preços da ureia a patamares próximos aos registrados antes do conflito no Oriente Médio.
“Os preços da ureia já estão próximos dos níveis de antes da guerra. Isso redesenhou o cenário para o milho. Agora a situação é favorável para os importadores brasileiros, especialmente porque as importações costumam aumentar em junho e julho”, afirmou.
Na avaliação do analista, a redução do receio de falta de fertilizantes cria um ambiente mais favorável para o planejamento da próxima safra.
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Embora o milho seja uma das culturas mais beneficiadas pela queda dos nitrogenados, Pernias explicou que outros segmentos também tendem a ganhar competitividade.
Segundo ele, algodão e trigo passam a contar com relações de troca mais favoráveis à medida que os custos desses fertilizantes recuam.
“Qualquer cultura que utilizar nitrogenados daqui para frente terá relações de troca mais favoráveis. Entretanto, ainda existem desafios importantes em outros segmentos dos fertilizantes”, disse.
O principal ponto de atenção continua sendo o mercado dos fertilizantes fosfatados. De acordo com o analista, a escassez global de enxofre, matéria-prima utilizada na produção desses insumos, mantém os custos elevados e limita uma queda mais rápida dos preços.
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Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBC“Com esse balanço apertado do enxofre, os custos de produção dos fosfatados continuam altos e os preços permanecem rígidos”, explicou.
Segundo Pernias, esse cenário exige atenção dos produtores, principalmente para a adubação da soja prevista para os próximos meses.
Apesar do alívio parcial nos custos, o especialista ressaltou que a margem dos produtores continua pressionada. “A rentabilidade do produtor brasileiro está apertada neste ano. Se utilizássemos os picos de preços registrados algumas semanas atrás, várias culturas apresentariam rentabilidade zero ou até negativa”, afirmou.
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Ele acrescentou que a definição do custo final da próxima safra dependerá da evolução dos preços dos fertilizantes até outubro, além do comportamento das commodities agrícolas.
Na avaliação de Pernias, a escolha entre culturas vai muito além do preço dos fertilizantes.
Segundo ele, cada produtor considera fatores como expectativa de rentabilidade entre soja e milho, condições climáticas, disponibilidade física dos insumos e estratégias de gerenciamento de risco.
“O produtor precisa utilizar seu conhecimento, ferramentas de gestão de risco e informações de inteligência de mercado para tomar a decisão com o máximo de subsídios possíveis para o próximo ciclo de investimento”, concluiu.
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