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Suspensão da China a três frigoríficos brasileiros é temporária e preventiva, dizem exportadores
Publicado 22/05/2026 • 12:53 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 22/05/2026 • 12:53 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Divulgação/Abiec
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) disse nesta sexta-feira (22) que a suspensão das importações de carne bovina e derivados de três frigoríficos brasileiros pela China tem caráter “temporário e preventivo”.
A medida foi adotada pelas autoridades sanitárias chinesas após a identificação de resíduos em desacordo com os requisitos do país asiático.
Em nota, a Abiec disse que acompanha o caso em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Segundo a entidade, a suspensão busca permitir a rastreabilidade da matéria-prima e a adoção de medidas técnicas pelas empresas envolvidas e pelas autoridades competentes.
“O tema segue sendo tratado no âmbito técnico entre Brasil e China, com vistas à rápida normalização da situação”, afirmou a associação.
Leia também: Produtores de carne veem espaço para aumento do consumo, mas apontam gastos com bets como entrave
A Administração Geral das Alfândegas da China (GACC) desabilitou as importações de três unidades brasileiras: JBS S/A, de Pontes e Lacerda (MT); PrimaFoods, de Araguari (MG); e Vale Grande Indústria e Comércio de Alimentos S/A, que usa o nome fantasia Frialto, de Matupá (MT).
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Siga o Times | CNBCSegundo a autoridade chinesa, as cargas apresentaram resíduos de acetato de medroxiprogesterona, substância usada como medicamento veterinário e proibida na China.
A Abiec afirmou que as cargas apontadas pelas autoridades chinesas já estão sendo tratadas conforme os protocolos sanitários estabelecidos entre os dois países.
Na nota, a Abiec disse que o Brasil tem “um dos sistemas de controle sanitário mais rigorosos e reconhecidos internacionalmente”, com monitoramento contínuo da cadeia produtiva e atuação permanente do Serviço de Inspeção Federal (SIF).
A associação reforçou confiança no sistema sanitário brasileiro e afirmou que os demais estabelecimentos habilitados continuam operando normalmente.
Ao todo, 63 frigoríficos brasileiros estão autorizados a exportar carne bovina para a China. O país asiático é o principal destino da proteína brasileira. No ano passado, os embarques somaram 1,7 milhão de toneladas e geraram US$ 8,8 bilhões.
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