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Safra dos EUA deve ampliar volatilidade no mercado da soja
Publicado 03/07/2026 • 17:00 | Atualizado há 1 uma semana
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Publicado 03/07/2026 • 17:00 | Atualizado há 1 uma semana
KEY POINTS
A evolução da safra dos Estados Unidos e o comportamento das importações da China devem definir os rumos do mercado internacional da soja nos próximos meses, afirmou nesta sexta-feira (3) Rafael Silveira, analista de soja da Safras & Mercado, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Segundo ele, o cenário aponta para um segundo semestre de maior volatilidade nas cotações da commodity.
“Devemos ter um crescimento muito forte da demanda interna americana e, com o retorno chinês na entrada da nova safra, podemos ter projeções mais fortes para as exportações“, explicou.
O analista destacou que os números mais recentes mostram uma perspectiva mais favorável para a nova safra americana, embora a temporada atual ainda conviva com estoques elevados e exportações enfraquecidas.
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Segundo ele, a área plantada nos Estados Unidos aumentou e pode resultar em uma produção entre 121 milhões e 121,5 milhões de toneladas, caso não haja perdas de produtividade.
Na avaliação de Silveira, o principal fator de atenção continua sendo o comportamento das compras chinesas ao longo da nova temporada.
Ele lembrou que a expectativa é de retomada das importações de soja americana, mas ressaltou que o volume efetivamente adquirido pela China será determinante para o equilíbrio entre oferta e demanda. “Temos que ver como a China vai se comportar. Isso fica agora a cargo das expectativas do mercado“, ressaltou.
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Ao mesmo tempo, o consumo interno nos Estados Unidos segue em expansão, impulsionado principalmente pelo aumento da demanda por óleo de soja destinado à produção de biodiesel, o que tem elevado o processamento da oleaginosa.
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Siga o Times | CNBCSegundo o analista, o mercado brasileiro chega ao segundo semestre em uma situação mais confortável, com mais de 70% da safra já comercializada.
Esse cenário reduz a necessidade imediata de vendas pelos produtores e permite uma oferta mais gradual ao mercado. “O produtor tende a cadenciar essas vendas, e isso tem contribuído para cotações melhores nos portos brasileiros“, pontuou.
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Silveira observou, porém, que parte da demanda internacional poderá migrar para os Estados Unidos caso os compradores chineses ampliem as aquisições da nova safra americana.
Por outro lado, se a China mantiver o foco nas compras brasileiras, os prêmios de exportação poderão continuar elevados e favorecer os preços recebidos pelos produtores nacionais.
Para Silveira, o segundo semestre deve ser marcado por oscilações mais intensas nas bolsas internacionais.
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Além das incertezas sobre a demanda chinesa, o mercado acompanha as condições climáticas da próxima safra brasileira e a possibilidade de influência do fenômeno El Niño sobre a produção.
“Tudo isso traz movimentos bastante voláteis na Bolsa de Chicago e pode se transformar em oportunidade para o produtor, dependendo do momento da negociação“, concluiu.
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