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Zilor registra prejuízo no 4º trimestre, mas encerra safra 26/26 com lucro de R$ 364 mi

Publicado 24/06/2026 • 23:30 | Atualizado há 55 minutos

KEY POINTS

  • Zilor registra prejuízo de R$ 43,2 milhões no 4º tri da safra 2025/26, mas reduz perdas ante o ano anterior.
  • Resultados melhoram com crescimento de etanol, energia e ganhos de eficiência, apesar da queda no açúcar.
  • Safra encerra com forte alta de produção, geração recorde de energia e redução da alavancagem financeira.

Divulgação / Zilor

A Zilor Energia e Alimentos registrou prejuízo líquido de R$ 43,2 milhões no quarto trimestre da safra 2025/26, encerrado em 31 de março de 2026, mas reduziu significativamente as perdas em relação ao prejuízo de R$ 171,9 milhões apurado em igual período da safra anterior. A margem líquida das operações continuadas ficou negativa em 5,0%, ante margem negativa de 19,0% um ano antes.

Segundo a companhia, o resultado trimestral refletiu principalmente a menor contribuição do açúcar, em um cenário de preços globais mais baixos para a commodity. O impacto foi parcialmente compensado pelo crescimento das receitas de etanol, energia elétrica e levedura para nutrição animal, além de ganhos de eficiência operacional e disciplina de custos.

A receita líquida totalizou R$ 869,2 milhões no quarto trimestre, recuo de 3,8% ante igual período da safra anterior. O Ebitda ajustado alcançou R$ 111,5 milhões, avanço de 19,2%, com margem de 12,8%, aumento de 2,5 pontos porcentuais. Já o Ebit ajustado somou R$ 79,1 milhões, crescimento de 37,4%, com margem de 9,1%, alta de 2,7 pontos porcentuais na comparação anual.

Safra 2025/26

No acumulado da safra 2025/26, a Zilor registrou lucro líquido de R$ 364,4 milhões nas operações continuadas, ante R$ 22,7 milhões na safra anterior reapresentada. A margem líquida avançou de 0,7% para 10,1%.

A receita líquida consolidada somou R$ 3,609 bilhões, crescimento de 10,1%. O Ebitda ajustado atingiu R$ 1,300 bilhão, alta de 23,3%, com margem de 36,0%, avanço de 3,8 pontos porcentuais. Já o Ebit ajustado alcançou R$ 540,9 milhões, crescimento de 32,0%, com margem de 15,0%.

A companhia destacou que o aumento da receita foi impulsionado principalmente pelo etanol, cuja receita avançou 22,3% na safra, beneficiada pela mudança estratégica de mix produtivo diante da volatilidade do mercado internacional de açúcar.

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O preço médio do etanol hidratado no Estado de São Paulo foi de R$ 2,78 por litro, alta de 8,2% sobre a safra anterior. Já o açúcar enfrentou um cenário de desvalorização global, com preço médio de mercado de R$ 1.894 por tonelada, abaixo dos R$ 2.466 por tonelada registrados na safra 2024/25.

Em mensagem que acompanha o balanço, o presidente da Zilor afirmou que a safra foi marcada por “forte crescimento operacional” e pela consolidação da integração da Unidade Salto Botelho. Segundo ele, a companhia conseguiu mitigar parte dos impactos do ambiente adverso por meio de operações de hedge, otimização do mix entre açúcar e etanol e disciplina financeira.

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Operação

A moagem de cana atingiu nível recorde. No acumulado da safra 2025/26, a companhia processou 12,71 milhões de toneladas, volume 20,1% superior ao da safra anterior. O resultado foi impulsionado pela incorporação da Unidade Salto Botelho (USB), em Lucélia (SP), que contribuiu com 1,68 milhão de toneladas, além do desempenho acima do esperado da unidade de Quatá (SP).

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A produtividade medida por TCH (toneladas de cana por hectare) ficou em 74,5 t/ha na safra, ligeira queda de 0,4%, enquanto o ATR (açúcar total recuperável) atingiu 137,1 quilos por tonelada, retração de 2,8%. A empresa atribuiu o desempenho às condições climáticas adversas, com ocorrência de geadas e períodos de seca na região de Lençóis Paulista (SP), parcialmente compensados por melhores resultados em Quatá e Lucélia.

A produção de açúcar totalizou 799,3 mil toneladas, aumento de 16,4% em relação à safra anterior, enquanto a de etanol cresceu 15,9%, para 549,1 milhões de litros. O volume de energia exportada atingiu recorde de 729,8 mil MWh, alta de 12,7%, impulsionado pela operação em capacidade máxima do projeto de cogeração da Unidade Barra Grande.

Endividamento

Em 31 de março de 2026, a dívida líquida da companhia somava R$ 1,440 bilhão, redução de 17,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A alavancagem, medida pela relação dívida líquida/Ebitda ajustado, caiu para 1,11 vez, ante 1,66 vez um ano antes.

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A empresa encerrou a safra com aproximadamente R$ 2,5 bilhões em caixa, reforçando sua posição de liquidez e a trajetória de desalavancagem.

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