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Amazon vai financiar construção de 12 reatores nucleares em antiga usina de carvão nos Estados Unidos
Publicado 20/10/2026 • 11:05 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 20/10/2026 • 11:05 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: AFP
A Amazon vai financiar o desenvolvimento de uma usina nuclear com 12 pequenos reatores modulares no estado de Indiana, nos Estados Unidos. O empreendimento terá capacidade prevista de 960 megawatts (MW) e será instalado no terreno de uma antiga usina a carvão, ao sul da cidade de Terre Haute.
O projeto foi anunciado na segunda-feira (19) e envolve a empresa de tecnologia nuclear X-energy e a companhia de energia American Electric Power (AEP). Pelo acordo, a X-energy será responsável pelo fornecimento dos reatores, enquanto a AEP ficará encarregada da operação da unidade.
A Amazon será a primeira cliente a comprar a eletricidade produzida pela instalação. A energia também será disponibilizada à rede pública de distribuição, permitindo o abastecimento de outros consumidores.
A instalação contará com 12 reatores do modelo Xe-100, desenvolvidos pela X-energy. Esses equipamentos fazem parte de uma categoria conhecida como pequenos reatores modulares, ou SMRs, na sigla em inglês.
Diferentemente das grandes usinas nucleares convencionais, essa tecnologia utiliza unidades de menor porte, projetadas para permitir a fabricação padronizada de componentes e a implantação de vários reatores em um mesmo complexo.
A proposta é reduzir os custos de construção e facilitar o cumprimento dos cronogramas. Entretanto, especialistas alertam que os benefícios da produção em escala podem demorar aproximadamente uma década para se concretizar.
A adoção desse modelo ocorre em um momento em que empresas de tecnologia e desenvolvedores de projetos energéticos buscam alternativas para ampliar a oferta de eletricidade nos Estados Unidos.
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O empreendimento em Indiana representa o segundo acordo comercial entre Amazon e X-energy. A nova instalação terá capacidade três vezes maior do que a prevista no primeiro projeto, anunciado em 2024.
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Siga o Times | CNBCA relação entre as companhias também envolve investimentos financeiros. Em outubro daquele ano, a Amazon liderou uma rodada de captação de US$ 700 milhões realizada pela desenvolvedora de reatores nucleares.
As duas empresas estabeleceram a meta de desenvolver, até 2039, projetos que somem 5 gigawatts (GW) de capacidade de geração nuclear nos Estados Unidos.
A estratégia está relacionada à necessidade de garantir eletricidade para os centros de dados da Amazon, instalações responsáveis pelo processamento e armazenamento de informações utilizadas em serviços digitais e computação em nuvem.
Ao conectar a futura usina à rede elétrica pública, o projeto também poderá contribuir para o fornecimento de energia fora das instalações da companhia.
A expansão dos projetos depende, entre outros fatores, do avanço dos processos de licenciamento e da capacidade de execução das obras. A X-energy ainda precisa concluir a implantação de sua primeira usina, planejada para uma área a sudeste de Houston, no Texas.
O empreendimento, denominado Long Mott, enfrentou questionamentos relacionados ao cumprimento de exigências ambientais. Documentos apresentados às autoridades estaduais apontaram situações de descumprimento habitual das regras referentes a autorizações para uso e descarte de água.
Apesar dessas questões, a empresa informou que a licença de construção está nas etapas finais de análise pela Comissão Reguladora Nuclear dos Estados Unidos (NRC), órgão responsável pela fiscalização e autorização de instalações nucleares no país.
O interesse de grandes empresas de computação em nuvem por pequenos reatores modulares ocorre em meio aos desafios enfrentados pela indústria nuclear norte-americana. As usinas nucleares mais recentes construídas nos Estados Unidos registraram atrasos significativos e gastos superiores aos orçamentos inicialmente previstos.
Diante desse histórico, desenvolvedores como a X-energy apostam na fabricação padronizada e na redução do tamanho dos equipamentos como alternativas para tornar os empreendimentos mais previsíveis. No entanto, a adoção de reatores menores não elimina as dificuldades relacionadas ao financiamento, à regulamentação e à construção das instalações.
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