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O que fez o mercado voltar a apostar no uísque escocês? Setor reage após sinais dos EUA
Publicado 14/05/2026 • 09:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 14/05/2026 • 09:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: canva
Investidores voltam a apostar no setor do uísque escocês após sinais de mudança nos EUA
O mercado de uísque escocês voltou a atrair a atenção de investidores após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar no início de maio a retirada das tarifas de importação sobre bebidas produzidas na Escócia.
A medida, divulgada depois da visita oficial do rei Charles III aos EUA, reacendeu expectativas em um setor que acumula perdas nos últimos anos e tenta recuperar espaço no principal mercado consumidor do mundo.
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De acordo com a CNBC, a mudança beneficia diretamente exportadores escoceses e também o mercado de investimentos em barris de uísque premium, um segmento alternativo que vinha sofrendo com a queda da demanda internacional e a desvalorização de garrafas raras.
Nos últimos três anos, o setor enfrentou um cenário difícil marcado por tarifas comerciais, desaceleração econômica e menor procura por itens de luxo.
Dados do mercado secundário mostram que o valor médio dos principais uísques escoceses negociados caiu quase 30% no período.
A reversão das taxas nos Estados Unidos trouxe novo fôlego para produtores, distribuidores e investidores que apostam no envelhecimento de barris como forma de obter lucro no futuro.
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Os EUA são atualmente o principal destino do uísque escocês. Em 2025, as exportações para o país movimentaram cerca de 933 milhões de libras, equivalente a mais de US$ 1,2 bilhão.
Especialistas do setor acreditam que o fim das tarifas pode aumentar novamente o interesse dos consumidores americanos por rótulos premium e colecionáveis, principalmente bebidas mais envelhecidas e de edição limitada.
O modelo de investimento consiste na compra de barris ainda em processo de maturação dentro de destilarias escocesas. O comprador adquire o produto ainda jovem e espera entre 10 e 20 anos para revendê-lo com valorização.
Esse mercado cresceu nos últimos anos impulsionado pelo interesse em ativos alternativos, semelhante ao que ocorre com relógios raros, obras de arte e carros clássicos.
Os valores variam bastante. Barris de destilarias menores podem custar cerca de £ 2 mil, enquanto exemplares de marcas tradicionais alcançam cifras superiores a seis dígitos, dependendo da idade e da raridade. Entre as marcas mais valorizadas estão Macallan, Dalmore e Springbank.
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A decisão dos EUA também teve impacto no mercado financeiro. As ações da Diageo, dona de marcas como Johnnie Walker, Bell’s e Talisker, registraram alta após o anúncio da retirada das tarifas.
A companhia vinha acumulando forte queda nos últimos meses por causa das tensões comerciais envolvendo bebidas alcoólicas exportadas para os Estados Unidos.
Analistas avaliam que um ambiente mais favorável para exportações pode melhorar as perspectivas de receita das grandes destilarias e estimular novos investimentos no setor.
Apesar da retomada do interesse, especialistas alertam que o investimento em barris continua sendo considerado de alto risco.
O setor não possui regulamentação financeira formal no Reino Unido e não funciona como uma bolsa tradicional de investimentos.
As negociações acontecem por meio de contratos privados, o que reduz a transparência dos preços e dificulta a revenda.
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Outro fator de risco é a chamada “parte dos anjos”, processo natural em que parte do líquido evapora durante o envelhecimento nos barris de carvalho. Em alguns casos, a perda pode comprometer até mesmo a classificação legal do produto como uísque escocês.
Além disso, investidores precisam lidar com custos de armazenamento, seguro e documentação alfandegária.
A própria Scotch Whisky Association afirma que o mercado deve ser tratado com cautela devido à falta de um sistema oficial de precificação e ao risco de fraudes envolvendo barris inexistentes ou revendidos irregularmente.
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Mesmo diante das incertezas, produtores e investidores de uísque escocês, acreditam que a flexibilização comercial nos EUA pode marcar o início de uma recuperação gradual do mercado premium escocês.
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