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Azul reestrutura dívida corporativa em moeda local para combater a alta do dólar e do combustível
Publicado 30/07/2026 • 13:45 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 30/07/2026 • 13:45 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Durante evento promovido pela Fitch Ratings nesta quinta-feira (30), voltado a discutir as perspectivas macroeconômicas do país em ano eleitoral, o CFO da Azul, Antônio Carlos Garcia, falou ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC sobre os desafios financeiros da companhia aérea. Segundo o executivo, a Azul trabalha para reestruturar sua dívida corporativa e reduzir a exposição ao dólar.
De acordo com Garcia, a estrutura de capital da empresa aérea é intensiva por natureza, já que exige contratos de leasing de aeronaves em grande volume. Nesse contexto, ele afirmou que a crise do petróleo agravou o cenário, com picos de preço de até 90% em dois meses, o que pressionou ainda mais os custos da operação.
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Segundo o CFO, operar com juros altos nesse ambiente torna quase inviável conduzir os negócios de forma saudável, o que gera riscos tanto para a companhia quanto para os consumidores. Por isso, ele disse que o trabalho atual da Azul é reduzir esse risco, buscando reperfilar parte da dívida para o real, em vez de mantê-la majoritariamente em dólar, moeda em que a empresa está mais exposta hoje.
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Siga o Times | CNBC🔍 Reperfilamento de dívida: processo de renegociação das condições de uma dívida, como prazos, moeda e taxas, sem necessariamente alterar o valor total devido.
Garcia ponderou que essa mudança de moeda tem como objetivo reduzir o risco cambial para permitir que a companhia trabalhe com outros riscos financeiros. Segundo ele, não é possível eliminar todos os riscos de uma vez, e o processo é gradual, mas a Azul já iniciou esse movimento.
Sobre o acesso a crédito, o CFO afirmou que os bancos internacionais têm demonstrado maior compreensão em relação à necessidade da Azul de obter capital para seguir adiante após a recuperação judicial. Para ele, isso está ligado ao apetite a risco desses bancos, já que eles não tiveram um sacrifício financeiro tão grande durante o processo de recuperação judicial da companhia, o que facilita a disposição para assumir algum risco agora.
Garcia também disse acreditar que os bancos locais devem seguir o mesmo caminho, ainda que em um segundo momento. Segundo ele, neste primeiro momento, o apoio mais forte à Azul vem dos bancos internacionais.
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