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Baixo uso de lavanderias abre “oceano azul” no Brasil, diz Fábio Roth, CEO da 5àsec
Publicado 01/07/2026 • 23:08 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 01/07/2026 • 23:08 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O mercado de lavanderias no Brasil ainda tem baixa adesão e deve crescer com a urbanização, a verticalização das cidades e a busca dos consumidores por economia de tempo, afirmou Fábio Roth, CEO da 5àsec no Brasil.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Roth disse que o serviço de lavanderia deixou de ser voltado apenas a consumidores de maior renda e passou a atender diferentes perfis, de públicos de maior tíquete a clientes mais sensíveis a preço.
“As cidades estão cada vez mais verticalizadas, os casais normalmente trabalham, ou seja, o recurso mais caro das pessoas é o tempo”, afirmou.
Segundo o executivo, a penetração do serviço de lavanderia no Brasil ainda está em torno de 5% a 6%, abaixo de mercados mais maduros, como Europa e Estados Unidos. Para Roth, isso indica espaço relevante de expansão.
“Temos um oceano azul ainda”, disse. “O brasileiro está aprendendo a usar o serviço de lavanderia.”
A 5àsec tem mais de 640 pontos de venda no Brasil e está presente em todos os estados. O grupo atua no país há 32 anos e integra uma rede global com 60 anos de história.
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Roth afirmou que a estratégia da companhia no Brasil passa por atender diferentes perfis de consumidores. A 5àsec é voltada a um público de maior tíquete, que busca conveniência e terceirização completa do cuidado com roupas.
Esse cliente, segundo ele, aciona a empresa por aplicativo, site, armários inteligentes, dropbox ou delivery.
“A 5àsec atende um público mais high ticket, mais exigente, que gostaria que alguém fizesse o serviço para ele”, afirmou.
Já a LavPop foi criada para um consumidor mais jovem, sensível a preço e com demanda por praticidade. O modelo funciona no formato self-service, em lojas de rua, centros comerciais ou condomínios.
Segundo Roth, o cliente utiliza máquinas profissionais e insumos adequados, com ciclos mais rápidos do que os de uma lavagem doméstica.
“Ela vem para democratizar esse serviço”, disse. “Entrega um serviço profissional a preços acessíveis.”
O executivo afirmou que o avanço de apartamentos menores e áreas de serviço reduzidas também favorece o crescimento desse tipo de solução.
Roth disse que o consumidor brasileiro é mais exigente no cuidado com roupas do que clientes de outros mercados.
Segundo ele, enquanto o público europeu tende a buscar um serviço mais padronizado e o americano se concentra na lavagem, o brasileiro dá peso maior ao acabamento, especialmente na passadoria.
“O brasileiro quer a camisa vincada, bem passada”, afirmou. “Ele quer o aspecto visual da peça realmente impecável, pronto para o uso.”
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Siga o Times | CNBCPara o CEO, essa característica exige mais sofisticação operacional das lavanderias no país, principalmente no tratamento têxtil e na apresentação final das peças.
A empresa também aposta em armários inteligentes para ampliar conveniência e reduzir o deslocamento dos clientes.
Roth afirmou que o modelo permite instalar pontos de coleta e retirada em condomínios, centros comerciais e mercados. Pelo aplicativo, o cliente solicita o serviço, desbloqueia uma porta, deposita as roupas e recebe uma notificação quando as peças estão prontas.
“O armário inteligente traz conveniência e mobilidade”, afirmou.
Segundo ele, em grandes cidades como São Paulo, o tempo de deslocamento é um fator decisivo para o consumidor.
“Você desviar da sua rota uma rua perde 30 a 40 minutos da sua vida. Hoje, o recurso mais escasso é o tempo”, disse.
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Roth afirmou que os modelos de franquia da 5àsec partem de cerca de R$ 200 mil e podem chegar a R$ 600 mil ou R$ 700 mil, dependendo do formato e da configuração da loja.
Na LavPop, o investimento inicial parte de cerca de R$ 160 mil e pode chegar a R$ 200 mil, conforme número de máquinas e tamanho da unidade.
Segundo o executivo, o retorno médio estimado é de 38 meses na 5àsec. Na LavPop, o prazo médio fica em torno de 20 a 22 meses, embora existam casos de retorno em oito meses.
“É um negócio muito promissor”, afirmou.
Roth disse que a companhia oferece suporte aos franqueados para reduzir o risco de insucesso. Segundo ele, a rede foi reconhecida no setor de franchising pela qualidade de suporte ao investidor.
“Nós oferecemos todo um ecossistema para suportar os investidores, fazer essa transferência de know-how e dar segurança para minimizar a taxa de insucesso”, afirmou.
Para Roth, o crescimento do setor depende da mudança de hábito do consumidor. Segundo ele, uma vez que o brasileiro percebe economia, praticidade e eficiência no uso da lavanderia, tende a incorporar o serviço à rotina.
“O brasileiro vem aprendendo, vendo que gera economia, eficiência e praticidade”, afirmou. “Uma vez que ele aprende a usar o serviço, ele se torna fã e não consegue mais viver sem.”
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