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Banco Master: Fazenda diz que Haddad não tratou de aporte de bilionário no BRB
Publicado 19/01/2026 • 10:07 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 19/01/2026 • 10:07 | Atualizado há 5 meses
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Reprodução/Agência Brasília
BRB
O Ministério da Fazenda afirmou que não houve nenhuma tratativa, seja formal ou informal, entre o ministro Fernando Haddad, o governo do Distrito Federal ou a direção do Banco de Brasília (BRB) a respeito da situação financeira da instituição. A manifestação acontece após circular informações de que Haddad teria cobrado prazos para um aporte de cerca de R$ 4 bilhões no banco estatal.
Segundo relatos obtidos pelo Estadão, Haddad, que também preside o Conselho Monetário Nacional (CMN), estaria acompanhado as discussões no BC e foi enfático, em conversas recentes, sobre a necessidade de o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), estabelecer um período para definir o socorro financeiro ao BRB. O tema é tratado com o Banco Central, responsável por avaliar e aplicar eventuais medidas interventivas no sistema financeiro.
Leia também: BRB avança para recuperar recursos do Banco Master
“O Ministério da Fazenda informa que o Ministro Fernando Haddad não tratou, formalmente ou informalmente, com o governo do Distrito Federal ou com a direção do Banco De Brasília sobre o caso do BRB”, informou a pasta em nota ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Procurado, o BRB também se manifestou e afirmou que trabalha diariamente em conjunto com o Banco Central e que todas as operações relacionadas à Operação Compliance Zero estão incluídas em uma investigação forense independente conduzida pelo escritório Machado Meyer, com suporte técnico da Kroll. O banco reiterou compromisso com transparência, governança e cumprimento das normas do sistema financeiro.
Leia também: Master: ex-presidente do BRB nega contradições com Vorcaro em depoimentos
A instituição informou ainda que eventuais prejuízos ligados à compra de carteiras do Banco Master seguem em apuração pelo BC e pela auditoria independente. Caso sejam confirmados, o BRB afirma já possuir um plano de capital que prevê aportes por diferentes instrumentos de recomposição.
O banco destacou que mantém patrimônio líquido de R$ 4,5 bilhões e patrimônio de referência de R$ 6,5 bilhões, segue operando normalmente e assegura todos os serviços financeiros.
Com o avanço das análises sobre as negociações relacionadas à tentativa de aquisição do Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, vieram à tona indícios apontados por investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Segundo as apurações, o Master pode ter vendido ao BRB cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito inexistentes. O tamanho do possível prejuízo ainda está sendo avaliado pelo Banco Central.
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