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Imigrantes seguem centrais à inovação nos EUA apesar de discurso mais duro, avalia executivo

Publicado 11/08/2026 • 10:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O peso econômico dos imigrantes ajuda a manter os Estados Unidos atrativos para profissionais e empreendedores estrangeiros.
  • Quase metade das startups americanas com maior potencial de virar unicórnios em 2026 tem imigrantes entre os fundadores.
  • No setor de inteligência artificial, seis das nove empresas analisadas têm fundadores imigrantes, segundo Fabiano Rocha.

O peso econômico do talento estrangeiro ajuda a explicar por que os Estados Unidos continuam atraindo profissionais e empreendedores mesmo em meio a um discurso político mais duro sobre imigração. A avaliação é de Fabiano Rocha, fundador e CEO da Jumpstart, em entrevista ao Pré-Market, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Imigrantes estão por trás de quase metade das startups americanas com maior potencial de se tornarem unicórnios em 2026 e concentram 59% do valuation dessas empresas, segundo dados apresentados durante o programa.

Para Rocha, a demanda por profissionais estrangeiros e a importância econômica da imigração criam uma dinâmica que não necessariamente acompanha o endurecimento do debate político.

“Os Estados Unidos precisam, de modo geral, de imigrantes qualificados e até não qualificados em diferentes frentes. E essa motivação financeira fala muito mais alto do que qualquer ordem política”, afirmou Rocha.

Segundo o executivo, países como os Estados Unidos, o Canadá e o Reino Unido mantêm mecanismos voltados à atração de profissionais estrangeiros porque diferentes setores disputam esse capital humano.

Leia também: China ganha terreno em IA, mas EUA ainda mantêm vantagem

Atratividade permanece

Rocha considera que mudanças no ambiente político podem reduzir temporariamente o número de interessados em migrar, mas não eliminam a atratividade econômica dos Estados Unidos para empreendedores.

O acesso ao capital, aos investidores e aos mercados continua pesando na decisão de fundadores de startups que avaliam estabelecer operações no país.

“Apesar de todo o ruído na administração, o empresário, o fundador de startup, não deixa de ir, porque a motivação financeira também é muito forte”, disse.

Na avaliação dele, o que tende a mudar é o caminho utilizado para entrar ou permanecer nos Estados Unidos. Empreendedores passam a buscar diferentes categorias de visto ou green cards, conforme as condições e taxas de aprovação disponíveis.

O fundador da Jumpstart também observa que a Europa, o Canadá, a Austrália e a China disputam esses profissionais, ampliando a competição internacional por talentos.

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IA concentra fundadores imigrantes

Essa presença estrangeira aparece com força no setor de inteligência artificial.

Rocha destaca que, entre as nove empresas que lideram o desenvolvimento de modelos de IA analisadas pela pesquisa citada durante a entrevista, seis têm fundadores imigrantes.

Nas startups emergentes observadas no levantamento, a presença é ainda maior.

“Quando você olha para as seis novas startups que estão liderando os modelos de IA, todas possuem fundadores imigrantes”, afirmou Rocha.

Ele cita empresas como OpenAI e Anthropic entre os exemplos de companhias com participação de fundadores estrangeiros.

Seleção favorece qualificação

O executivo também relaciona a contribuição desses profissionais ao processo seletivo enfrentado por estudantes e trabalhadores estrangeiros que buscam permanecer nos Estados Unidos.

Segundo ele, apenas uma parcela dos estudantes internacionais consegue permanecer no país após a formação e os programas de treinamento profissional.

Para Rocha, esse processo contribui para concentrar profissionais altamente qualificados em setores ligados à tecnologia, à inovação e à criação de novos negócios.

Na avaliação do CEO da Jumpstart, a combinação entre o acesso a capital, o ambiente de inovação e a demanda por profissionais qualificados continua sustentando a atratividade dos Estados Unidos para fundadores e trabalhadores estrangeiros.

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