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Nubank nasceu para destruir modelo burocrático, diz cofundadora Cristina Junqueira no CNBC Changemakers Summit 2026
Publicado 20/04/2026 • 07:00 | Atualizado há 1 minuto
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Publicado 20/04/2026 • 07:00 | Atualizado há 1 minuto
KEY POINTS
Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank e CEO da futura operação da empresa nos Estados Unidos, participou nesta quarta-feira, 16, do CNBC Changemakers Summit, em Nova York, onde afirmou que a fintech – depois banco – foi criada para ser o oposto do sistema bancário tradicional. A executiva foi entrevistada por Asahi Pompey, do Goldman Sachs, e falou sobre inclusão financeira, expansão internacional e liderança feminina.
O evento reuniu as executivas selecionadas para o CNBC Changemakers Summit 2026, entre elas as atrizes e empresárias Sandra Bullock e Naomi Watts, além das executivas de companhias como Warner Bros. Motion Picture Group, Chevron e J.P. Morgan.
Em uma conversa mediada pela repórter sênior de Finanças e Bancos da CNBC Internacional, Leslie Picker, a Cristina Junqueira e a Head de Engajamento Corporativo do Goldman Sachs, Asahi Pompey, falaram sobre inclusão financeira, expansão internacional e liderança feminina no painel sobre Ampliação do Acesso ao Sistema Financeiro.
Cristina Junqueira trabalhou nos grandes bancos brasileiros antes de cofundar o Nubank, em 2013, ao lado de David Vélez e Edward Wible. O período por dentro do setor, segundo ela, foi suficiente para entender como aquele modelo funcionava.
O lucro desses bancos tradicionais, afirmou a executiva, era baseado na frustração do cliente. Quando decidiu empreender, ouviu de colegas que os grandes bancos eram fortalezas impenetráveis. Ela não concordou.
“Eu sabia que, se oferecêssemos transparência e tirássemos as tarifas abusivas, as pessoas viriam. E elas vieram aos milhões”, afirmou Cristina.

Ao ser questionada sobre como o Nubank converte acesso em oportunidade real, a executiva foi além da discussão sobre produtos financeiros. Para ela, o que está em jogo é a inclusão social.
Junqueira explicou que muitos dos clientes do banco são os primeiros em suas famílias a ter um cartão de crédito ou uma conta poupança com rendimento. O Nubank usa dados para conceder crédito para quem os modelos tradicionais de score classificavam como irrecuperáveis.
A executiva lembrou que o problema da exclusão financeira vai muito além do Brasil ou da América Latina. Segundo ela, entre 2 e 3 bilhões de pessoas ao redor do mundo ainda vivem à margem do sistema financeiro, sem acesso a serviços bancários básicos.
“Quando você empodera o consumidor, você cria um ciclo virtuoso na economia”, disse a executiva.
Sobre o crescimento no México e na Colômbia, Cristina afirmou que as dores dos clientes nesses países são muito parecidas com as que o Nubank encontrou no Brasil. No México, a penetração bancária é ainda menor, o que representa, segundo ela, uma oportunidade de crescer ainda mais rápido do que foi possível aqui.
“É como olhar para o Brasil de dez anos atrás, mas com uma infraestrutura tecnológica que permite crescer ainda mais rápido”, disse a executiva. O desafio, segundo ela, é aprender a ser local sem abrir mão do DNA que levou a empresa até esse ponto.
O Nubank opera no Brasil, México e Colômbia e recebeu, em janeiro, aprovação condicional do Office of the Comptroller of the Currency (OCC), regulador bancário americano, para avançar no processo de entrada nos Estados Unidos.
No Brasil, são cerca de 112 milhões de clientes, segundo mais banco do país nessa métrica, no México, são 15 milhões, que tornaram o Nubank a terceira maior instituição do país, e a Colômbia, onde nasceu o CEO, David Velez, já conta com 5 milhões.
Baseada em Miami, Cristina lidera hoje a preparação da operação americana do Nubank. Ao ser questionada por Pompey sobre a escolha de um mercado considerado maduro e saturado, ela disse que já ouviu esse argumento antes.
“Quando começamos no Brasil, ouvimos a mesma coisa: o mercado é maduro e os bancos são grandes demais”, afirmou. Para ela, o sistema bancário americano, embora estável, ainda é lento e caro para uma geração que busca simplicidade.
A estratégia de entrada, segundo Cristina, se apoia em dois pilares. O primeiro é a comunidade latina e imigrante, que movimenta bilhões de dólares em remessas e transações transfronteiriças e que, segundo ela, ainda é mal atendida pelos grandes bancos americanos. O segundo é a geração mais jovem e afluente, para quem o Nubank enxerga um vácuo de experiência nos aplicativos bancários disponíveis no país.
A empresa recebeu, em janeiro, aprovação condicional do Office of the Comptroller of the Currency (OCC), regulador bancário federal, para operar com licença bancária nos Estados Unidos. “Isso nos dá o trilho necessário para operar com o mesmo custo baixo e eficiência que temos na América Latina”, disse a executiva.
Junqueira também apontou o potencial de crescimento do mercado americano como argumento para a entrada. Segundo ela, os serviços financeiros nos Estados Unidos devem crescer, nos próximos cinco anos, o equivalente ao tamanho atual de todo o setor financeiro brasileiro. Para a executiva, mesmo uma fatia pequena desse mercado seria suficiente para dobrar o tamanho do negócio do Nubank.
Pompey perguntou o que o mercado americano poderia aprender com a experiência do Nubank na América Latina. Cristina respondeu que o Sul aprendeu a ser eficiente no caos.
Segundo ela, a tecnologia da fintech foi testada em ambientes de inflação alta, mudanças regulatórias bruscas e baixa confiança institucional. Esse histórico gerou uma agilidade que bancos americanos, protegidos por décadas de estabilidade, muitas vezes não têm.
“Não viemos para os EUA para ser um banco de nicho. Viemos para mostrar que a inovação financeira global agora está sendo exportada do Brasil”, afirmou Cristina.
Asahi Pompey abordou o papel de Cristina como símbolo de liderança feminina na tecnologia. A executiva respondeu que não tenta separar as diferentes dimensões de sua vida.
“Eu amamentei no escritório, eu levo minha realidade para as reuniões de diretoria”, afirmou. Para ela, a representatividade importa porque demonstra que não é preciso se encaixar no molde do executivo tradicional para ter sucesso.
A mensagem que Junqueira diz transmitir a outras mulheres é direta: “Não peçam permissão para ocupar o seu espaço. O sistema não foi feito para nós, então temos que redesenhá-lo.”
Com 131 milhões de clientes entre Brasil, México e Colômbia, o Nubank poderia ser lido como uma empresa madura. Cristina recusa essa leitura.
Ela disse que ainda há uma fatia expressiva da carteira dos usuários que não está com a fintech, e que o objetivo é ser a principal conta deles para tudo: investimentos, seguros e marketplace.
“Queremos provar que você pode ser extremamente lucrativo sendo ético e colocando o cliente em primeiro lugar”, afirmou a executiva.
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