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Big Mac mostra quais moedas estão caras e baratas em 2026

Publicado 13/08/2026 • 07:30 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Um hambúrguer do McDonald's virou, há 40 anos, uma ferramenta para entender o valor das moedas.
  • Criado pela revista The Economist em 1986, o Índice Big Mac compara o preço do sanduíche em diferentes países para indicar se uma moeda está sobrevalorizada ou subvalorizada em relação ao dólar.
  • Nos Estados Unidos, um Big Mac custa US$ 6,22. Na Suíça, o mesmo sanduíche chega a 7,30 francos suíços, enquanto em Taiwan custa NT$ 78. Convertidos para dólar, os valores correspondem a US$ 9,04 e US$ 2,42, respectivamente.
Preço do Big Mac mostra quais moedas estão caras e baratas em 2026

Foto: Unsplash

Preço do Big Mac mostra quais moedas estão caras e baratas em 2026

Um hambúrguer do McDonald’s virou, há 40 anos, uma ferramenta para entender o valor das moedas. Criado pela revista The Economist em 1986, o Índice Big Mac compara o preço do sanduíche em diferentes países para indicar se uma moeda está sobrevalorizada ou subvalorizada em relação ao dólar.

Em 2026, a comparação continua mostrando diferenças expressivas. Nos Estados Unidos, um Big Mac custa US$ 6,22. Na Suíça, o mesmo sanduíche chega a 7,30 francos suíços, enquanto em Taiwan custa NT$ 78. Convertidos para dólar, os valores correspondem a US$ 9,04 e US$ 2,42, respectivamente.

No Brasil, o Big Mac tem preço de R$ 23,90, enquanto o mesmo produto custa US$ 6,22 nos Estados Unidos, de acordo com o levantamento. A partir desses valores, o índice aponta uma taxa de câmbio implícita de R$ 3,84 por dólar. Já considerando a cotação de R$ 5,08, a diferença sugere que o real está 24,4% abaixo do valor indicado pelo índice em relação à moeda americana.

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Big Mac mostra franco suíço sobrevalorizado

A diferença ajuda a entender a lógica do índice. No caso brasileiro, os US$ 6,22 equivalem a cerca de R$ 31,60 pela cotação de mercado de R$ 5,08. Já na Suíça, o mesmo valor convertido para francos resultaria em aproximadamente 5,02 francos. A quantia, porém, não seria suficiente para comprar um Big Mac no país, onde o sanduíche custa 7,30 francos.

Para igualar o poder de compra dos dois países, a taxa deveria ficar em aproximadamente 1,17 franco suíço por dólar. Na prática, ela está próxima de 0,81 franco. Com base nessa relação, o Índice Big Mac calcula que o franco suíço esteja 45% sobrevalorizado em relação ao dólar.

Taiwan tem moeda subvalorizada

Taiwan apresenta o cenário contrário. O Big Mac custa NT$ 78 no país. Para que esse valor tivesse o mesmo poder de compra dos US$ 6,22 cobrados nos Estados Unidos, a taxa de câmbio deveria ficar em cerca de NT$ 12,51 por dólar.

No mercado, porém, US$ 1 compra mais de NT$ 32. Por isso, o índice considera o dólar taiwanês subvalorizado em mais de 60%. A diferença também aparece nos preços convertidos: o Big Mac custa aproximadamente US$ 2,42 em Taiwan, contra US$ 9,04 na Suíça.

Custos locais influenciam o preço

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O valor do hambúrguer não depende apenas do câmbio. O Big Mac reúne mais de 60 ingredientes e incorpora despesas como salários, aluguel, energia, transporte e regras de produção.

Entre os 34 países analisados na composição de custos, a mão de obra representa cerca de 45,6% do preço médio. O pão responde por 12,1%, o queijo por 9,4% e a carne bovina por 9%. Além disso, os custos variam de acordo com o país. Na Suíça, a carne bovina pode custar 2,7 vezes mais do que em Taiwan. Os gastos com mão de obra também superam o dobro dos taiwaneses.

O aluguel amplia a diferença: os valores suíços são, em geral, mais de três vezes maiores que os de Taiwan. Já a eletricidade apresenta uma diferença menor, de cerca de 12%.

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Índice Big Mac completa 40 anos

A ideia surgiu em 1986, quando Pam Woodall, então editora de economia da The Economist, criou o índice como uma maneira simples de explicar a paridade do poder de compra.

O conceito parte da ideia de que o valor de uma moeda deveria refletir seu poder de compra em relação a outras moedas. Nesse sentido, como comparar milhares de produtos entre países seria uma tarefa complexa, o Big Mac oferece uma referência mais simples, já que está disponível em diversos mercados e mantém uma composição semelhante.

Ao longo de quatro décadas, o Índice Big Mac ganhou espaço em livros de economia e estudos acadêmicos. Até 2023, mais de 50 trabalhos acadêmicos haviam analisado ou utilizado o indicador.

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