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BMW acelera reestruturação e planeja cortar 8 mil empregos na Alemanha até 2027
Publicado 30/07/2026 • 08:00 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 30/07/2026 • 08:00 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
A BMW pretende reduzir em cerca de 8 mil o número de funcionários na Alemanha até o fim de 2027 por meio de um programa de demissão voluntária. A informação foi confirmada por uma fonte da empresa à AFP.
Segundo a fonte, aproximadamente 40 mil dos cerca de 85 mil empregados permanentes da montadora no país deverão receber propostas de adesão ao programa a partir de outubro. A iniciativa será voltada aos funcionários de áreas administrativas, enquanto trabalhadores das linhas de produção ficarão fora da medida.
A fabricante informou apenas que está preparando um plano de reestruturação para o quadro de empregados de escritório, sem divulgar metas de cortes.
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A medida ocorre em um momento de desafios para as montadoras alemãs, que enfrentam queda na rentabilidade dos veículos elétricos, aumento de tarifas comerciais e concorrência mais intensa de fabricantes chineses.
Durante uma reunião com funcionários, o diretor de produção da BMW, Milan Nedeljkovic, afirmou que a empresa enfrenta mudanças estruturais no setor automotivo. Segundo ele, o ambiente de negócios foi impactado tanto por barreiras comerciais quanto por políticas voltadas à eletrificação do mercado europeu, em um contexto de demanda considerada abaixo das expectativas.
No mês passado, a BMW reduziu sua projeção de lucro após avaliar que o desempenho na China seria pior do que o esperado. O país é um dos principais mercados da companhia, mas vem registrando desaceleração econômica e aumento da competição entre fabricantes locais.
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As entregas de veículos da marca na China já haviam atingido, em 2025, o menor nível desde 2017. No trimestre encerrado em junho deste ano, as vendas recuaram 30% em relação ao mesmo período do ano anterior.
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Siga o Times | CNBCPara Horst Ott, representante do sindicato IG Metall e integrante do conselho de supervisão da BMW, a empresa busca adaptar sua estrutura à retração do mercado chinês e reforçar a competitividade das operações alemãs. Ele ressaltou, porém, que os direitos previstos em acordos coletivos não serão alterados e que parte da redução do quadro também ocorrerá por desligamentos naturais.
De acordo com a fonte ouvida pela AFP, a maior parte das saídas deverá ocorrer em 2027, com expectativa de que o programa contribua para reduzir custos a partir de 2028.
A empresa também prevê despesas relacionadas à reestruturação ao longo do segundo semestre de 2026. O valor dependerá da adesão dos funcionários ao programa, mas pode alcançar centenas de milhões de euros.
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A iniciativa da BMW acompanha um movimento mais amplo da indústria automobilística alemã. A Volkswagen estuda reduzir até 100 mil postos de trabalho em suas marcas, enquanto a Mercedes-Benz também mantém um programa de desligamento voluntário.
Dados da consultoria EY apontam que a indústria alemã eliminou cerca de 124 mil empregos no último ano, com o setor automotivo concentrando boa parte das perdas.
Nos últimos meses, fabricantes alemãs também ampliaram investimentos em países com custos menores de produção. A BMW inaugurou uma fábrica na Hungria, e a Mercedes-Benz expandiu sua unidade em Kecskemét, que se tornou a maior da empresa na Europa.
A BMW divulgará seus resultados financeiros do primeiro semestre nesta quinta-feira.
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