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EXCLUSIVO CNBC: Airbus mantém meta de produção em 2026 e prepara nova geração de aviões, diz CEO Guillaume Faury
Publicado 20/07/2026 • 19:30 | Atualizado há 4 semanas
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Publicado 20/07/2026 • 19:30 | Atualizado há 4 semanas
KEY POINTS
A Airbus mantém as metas de produção e entrega para 2026 após acelerar o ritmo no segundo trimestre, afirmou o CEO da fabricante europeia, Guillaume Faury, em entrevista exclusiva à CNBC.
O executivo disse que a companhia encerrou o primeiro semestre em linha com o planejamento anual, apesar de um início de ano mais fraco.
“Entregamos 15% mais aeronaves no primeiro semestre de 2026 do que no primeiro semestre de 2025. Isso é consistente com a nossa meta de aceleração para este ano”, afirmou.
Segundo Faury, a Airbus continua recebendo pedidos de diferentes regiões e acumula uma carteira superior a 9 mil aeronaves. O volume pressiona a produção e amplia a necessidade de investimentos em capacidade.
“O mercado permanece muito forte e continuamos a registrar novos pedidos de todas as partes do mundo”, disse.
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A disponibilidade e a durabilidade dos motores continuam entre os principais desafios para o aumento das entregas.
Faury afirmou que a Airbus avançou com CFM International e Rolls-Royce e considera que o fornecimento está em linha com o necessário para atingir os objetivos de 2026.
A fabricante, no entanto, precisou ajustar o planejamento por causa de problemas com a Pratt & Whitney.
“Tivemos problemas com a Pratt & Whitney e ajustamos o plano, mas agora a situação está estável. Temos o que precisamos para cumprir os objetivos e a orientação que demos para 2026”, afirmou.
Além do ritmo de produção, a Airbus acompanha a durabilidade dos motores em operação, medida pelo chamado “tempo em asa”, período em que o equipamento permanece em serviço antes de precisar de manutenção.
Segundo Faury, a atual geração de motores mais eficientes em consumo de combustível começou a operar com durabilidade abaixo do esperado, mas os fabricantes vêm corrigindo as falhas.
“Estamos em uma situação melhor e tudo continua melhorando”, disse.
O CEO acrescentou que o número de aeronaves paradas por problemas relacionados aos motores Pratt & Whitney está diminuindo.
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Siga o Times | CNBCFaury afirmou que o crescimento da aviação está distribuído entre diferentes regiões e é impulsionado tanto pela expansão das companhias quanto pela renovação das frotas.
A Airbus trabalha com uma perspectiva de demanda elevada para aeronaves de corredor único e de fuselagem larga ao longo dos próximos 20 anos.
“Estamos preparando capacidades adicionais para o futuro e trabalhando para cumprir os compromissos já assumidos, porque a demanda é e continuará muito forte na maioria, senão em todas, as regiões”, afirmou.
Mesmo em casos de adiamento de pedidos, a fabricante encontra outros clientes dispostos a assumir os espaços disponíveis na linha de produção.
“Quando alguns clientes adiam seus pedidos, sempre aparecem outros interessados perguntando se podem aproveitar essa produção disponível”, disse Faury.
Segundo o executivo, a procura permanece acima da capacidade de produção da indústria.
“A demanda na indústria continua mais forte do que a oferta. Estamos produzindo o máximo e o mais rápido que podemos”, afirmou.
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Além de ampliar a produção atual, a Airbus prepara a próxima geração de aeronaves de corredor único.
A intenção é lançar um novo programa em 2030, com entrada em serviço prevista para a segunda metade da próxima década.
“Somos líderes no segmento de corredor único e pretendemos manter essa posição”, afirmou Faury.
O projeto ainda está em fase de definição tecnológica. Segundo o executivo, a arquitetura geral da aeronave deve permanecer semelhante à dos modelos atuais, mas haverá mudanças relevantes quando o avião for analisado em detalhes.
“A arquitetura geral, vista de longe, será bem parecida, mas, quando chegarmos mais perto do avião, haverá muitas diferenças importantes”, disse.
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