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Boeing recebe autorização para ampliar produção do 737 Max quase dois anos após incidente aéreo grave
Publicado 17/10/2025 • 18:32 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 17/10/2025 • 18:32 | Atualizado há 8 meses
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Divulgação
Boeing
A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) autorizou a Boeing a aumentar a produção de seu jato mais vendido, o 737 Max, para 42 unidades por mês — acima do limite anterior de 38 aeronaves. A decisão marca um passo importante na recuperação da fabricante norte-americana, que não registra lucro anual desde 2018.
A medida ocorre quase dois anos depois de um incidente considerado quase catastrófico. Em janeiro de 2024, um 737 Max 9 da Alaska Airlines sofreu o desprendimento de uma tampa de porta durante a decolagem em Portland, Oregon, o que levou a FAA a limitar a produção do modelo.
De acordo com o relatório do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB), a Boeing não reinstalou parafusos essenciais na tampa antes da entrega do avião. A aeronave conseguiu retornar e pousar com segurança, mas o episódio reacendeu preocupações sobre falhas de controle de qualidade e colocou a empresa novamente sob forte escrutínio.
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A FAA afirmou que continuará acompanhando de perto as linhas de montagem.
“Inspetores da agência realizaram revisões detalhadas para garantir que o aumento de produção seja feito com segurança”, informou o órgão.
A Boeing, por sua vez, declarou que trabalhará com seus fornecedores para ajustar o ritmo produtivo, ressaltando que a segurança e a qualidade continuam sendo prioridades.
“Agradecemos o esforço conjunto da nossa equipe, dos fornecedores e da FAA para garantir que o aumento de produção ocorra de forma segura e responsável”, afirmou a empresa em nota.
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O aumento no ritmo de produção é fundamental para a recuperação financeira da Boeing, já que as companhias aéreas costumam pagar a maior parte do valor das aeronaves no momento da entrega.
O CEO Kelly Ortberg, que assumiu o comando no ano passado com a missão de estabilizar a fabricante, disse recentemente que a empresa planeja elevar gradualmente a produção para 47 aviões por mês.
“Vamos subir de 42 para 47 unidades mensais, equilibrando o estoque com a cadeia de suprimentos”, afirmou Ortberg durante conferência com investidores do Morgan Stanley.
A decisão também reflete um sinal de confiança da FAA na empresa, após anos de limitações. No mês passado, o órgão regulador voltou a permitir que a Boeing aprovasse internamente parte das aeronaves antes da entrega aos clientes, algo que havia sido suspenso após os acidentes fatais com o 737 Max em 2018 e 2019, que deixaram 346 mortos e paralisaram o programa por quase dois anos.
Além dos dois desastres, a Boeing enfrentou problemas na cadeia de suprimentos, impactos da pandemia de Covid-19 e uma greve nas fábricas de Seattle em 2024. Esses fatores contribuíram para que a empresa ficasse sem lucro anual desde 2018.
Mesmo assim, a produção e as entregas de aeronaves vêm crescendo, e a companhia se aproxima do maior ritmo desde o início da crise.
A Boeing deve divulgar seus resultados trimestrais em 29 de outubro, e o mercado acompanha de perto se a retomada do 737 Max conseguirá trazer estabilidade financeira à gigante da aviação.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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