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Carlo Pereira: Empresas devem atuar como fator de moderação no período eleitoral
Publicado 29/07/2026 • 21:20 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 29/07/2026 • 21:20 | Atualizado há 1 hora
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O aumento da polarização política e o receio de episódios de violência durante o período eleitoral reforçam a necessidade de uma postura cautelosa por parte das empresas. Em sua participação nesta quarta-feira (29) no quadro Capital Sustentável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Carlo Pereira, especialista em sustentabilidade e notável do canal, afirmou que o ambiente atual exige das organizações uma atuação voltada à moderação, ao respeito à legislação e à preservação do ambiente institucional.
Segundo ele, o debate político deixou de ser encarado apenas como uma disputa de ideias e passou a assumir características de confronto. “O adversário político deixou de ser um adversário e virou um inimigo. Isso não acontece apenas entre os candidatos, mas também entre as pessoas, criando um clima permanente de conflito”, afirmou.
Pereira lembra que participou da liderança do Pacto Global da ONU durante a anexação da Crimeia pela Rússia, em 2014, experiência que motivou a elaboração de orientações para empresas que atuam em regiões de conflito.
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Segundo ele, embora a realidade brasileira seja diferente de uma guerra, parte desses princípios pode servir de referência para o ambiente eleitoral.
“Na época, surgiram discussões sobre como as empresas deveriam se posicionar, inclusive sobre permanecer ou não em determinados países. Isso mostrou que organizações também têm responsabilidades em momentos de tensão”, disse.
Para o especialista, o cenário global reforça a importância de decisões empresariais responsáveis, especialmente em contextos marcados pela polarização.
Ao tratar das eleições brasileiras, Carlo Pereira afirma que o primeiro compromisso das empresas deve ser o cumprimento da legislação.
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Ele cita casos registrados em eleições anteriores em que empresas foram autuadas por práticas de coação eleitoral contra funcionários.
“Uma empresa não pode constranger um colaborador para que vote em determinado candidato. Também não pode criar mecanismos para verificar em quem seus funcionários votaram”, afirmou.
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Siga o Times | CNBCSegundo ele, organizações podem defender causas institucionais, mas devem evitar associá-las diretamente a candidatos ou partidos políticos. “A empresa pode defender uma agenda ou um valor, mas atrelar isso a um candidato é um caminho que pode trazer problemas tanto do ponto de vista legal quanto da imagem perante a sociedade.”
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Na avaliação de Pereira, a atenção também deve se voltar ao comportamento das lideranças empresariais.
Ele observa que, embora funcionários tenham liberdade de manifestação, executivos e representantes da companhia precisam considerar o impacto de suas declarações quando falam em nome da empresa.
“O CEO dificilmente consegue separar completamente sua posição pessoal da imagem da empresa. Por isso, existe uma responsabilidade muito maior sobre aquilo que comunica.”
Essa expectativa também mudou ao longo dos últimos anos.
“Houve um momento em que se esperava que os CEOs fossem ativistas e defendessem publicamente determinadas causas. Hoje, diante de um ambiente muito mais polarizado, a sociedade espera que essas lideranças exerçam um papel de moderação.”
Para orientar esse posicionamento, Pereira recomenda que as empresas adotem boas práticas já consolidadas, como as diretrizes elaboradas pelo Instituto Ethos para períodos eleitorais.
“As empresas devem defender seus valores e princípios, mas sem escolher lados na disputa política”, concluiu.
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