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Caso João Adibe: veja a linha do tempo da investigação sobre a mansão nos Jardins

Publicado 13/04/2026 • 23:02 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • Tudo começou em 8 de dezembro de 2025, onde a Polícia Civil abriu inquérito após receber uma notícia-crime da Subprefeitura de Pinheiros.
  • A repercussão ocorre em meio a um momento delicado da Cimed.
  • A defesa do empresário sustenta que a obra seguiu parâmetros legais.
João Adibe

Foto: Estadão

Cimed: entenda a disputa entre João Adibe, moradores dos Jardins e vizinho banqueiro

Entre dezembro de 2025 e abril de 2026, a obra de uma mansão no bairro dos Jardins colocou o empresário João Adibe no centro de uma investigação que reúne disputa judicial, apuração criminal e questionamentos urbanísticos.

O caso envolve decisões do Ministério Público de São Paulo, da Polícia Civil e do Tribunal de Justiça de São Paulo, além de pressão financeira enfrentada pela Cimed, empresa presidida pelo executivo.

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Dezembro de 2025: início da investigação

Tudo começou em 8 de dezembro de 2025, quando a Polícia Civil abriu inquérito após receber uma notícia-crime da Subprefeitura de Pinheiros.

O documento relatava possível descumprimento de embargo em uma obra localizada na rua Guadalupe, nos Jardins. A suspeita era de que a construção teria continuado mesmo após determinação de paralisação por parte das autoridades municipais.

Janeiro: caso João Adibe chega à Justiça

No começo de 2026, o inquérito foi encaminhado ao Foro Criminal de Garantias. Em seguida, seguiu para o Juizado Especial Criminal, onde poderia haver uma solução mais rápida, já que o caso foi classificado como de menor potencial ofensivo.

Paralelamente, a disputa na esfera cível já avançava com questionamentos sobre a regularidade da obra.

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Fevereiro: embargo é mantido pela Justiça

No fim de fevereiro, o Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu manter o embargo da obra. A decisão confirmou entendimento anterior que determinava a paralisação da construção até análise completa da situação.

A Justiça também proibiu a emissão de novos documentos de regularização enquanto o caso estivesse em andamento.

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Mesmo com a alegação da defesa de que a obra já estava praticamente concluída, o tribunal considerou necessário aprofundar a apuração.

Março: proposta de acordo e novas diligências

No dia 25 de março, o Ministério Público de São Paulo apresentou uma proposta de transação penal no valor de R$ 81.050. Esse tipo de acordo permitiria encerrar o caso sem abertura de ação judicial.

Poucos dias depois, em 28 de março, o órgão determinou novas diligências. Entre elas, o depoimento de João Adibe e de uma agente responsável pela fiscalização da obra.

A medida indicou que o Ministério Público ainda considerava o caso inconcluso.

Abril: recusa do acordo de João Adibe e continuidade da investigação

Em abril, veio um dos principais desdobramentos. João Adibe recusou o acordo proposto pelo Ministério Público.

Com a decisão, o caso voltou para a Polícia Civil, que recebeu prazo de 30 dias para aprofundar a investigação com diligências consideradas essenciais. A recusa impede o encerramento rápido do processo e mantém aberta a possibilidade de ação judicial.

A investigação não ocorre isoladamente. O caso envolve também uma disputa com a Associação de Moradores dos Jardins, que questiona a legalidade da obra.

Segundo a entidade, o projeto aprovado como reforma teria resultado na quase demolição total do imóvel original, com manutenção apenas da fachada.

Entre as irregularidades apontadas estão:

  • Possível extrapolação de altura permitida;
  • Mudanças estruturais não previstas;
  • Intervenções em área tombada; e
  • Impactos em imóveis vizinhos.

Um morador vizinho também relatou danos estruturais, como fissuras, que teriam sido causados pelas obras.

Argumentos da defesa

A defesa do empresário sustenta que a obra seguiu parâmetros legais. Afirma que o embargo teria sido parcial e restrito a uma parte específica da construção.

Os advogados também argumentam que o imóvel possui alvarás válidos e que a prefeitura chegou a emitir o certificado de conclusão da obra, conhecido como Habite-se, em novembro de 2025.

Durante a apuração, o 15º Distrito Policial chegou a sugerir o arquivamento do caso. O entendimento foi de que a situação poderia se enquadrar apenas como infração administrativa, já sujeita a multas.

A polícia citou decisões anteriores de tribunais superiores que afastam a criminalização em casos semelhantes. Mesmo assim, o Ministério Público optou por dar continuidade à investigação.

Contexto financeiro amplia atenção sobre o caso

A repercussão ocorre em meio a um momento delicado da Cimed. Em 2025, a empresa registrou fluxo de caixa operacional negativo de R$ 55,5 milhões. No mesmo período, distribuiu R$ 427 milhões em dividendos aos acionistas, de acordo com o Times Brasil – Exclusivo Licenciado CNBC.

A estratégia, considerada legal, elevou o endividamento da companhia e levou ao rebaixamento de sua classificação de risco por agência de rating.

Caso João Adibe segue aberto

A investigação sobre a mansão nos Jardins permanece em andamento tanto na esfera criminal quanto na cível.

Com a recusa do acordo e a continuidade das diligências, o caso pode evoluir para novas fases, incluindo eventual denúncia formal ou julgamento.

Na Justiça, ainda há possibilidade de recursos em instâncias superiores, o desfecho do caso João Adibe segue indefinido.

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