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Caso Master: auditoria do BRB identificou cliente de 124 anos e e-mail falso em carteiras de crédito consignado
Publicado 27/03/2026 • 09:27 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 27/03/2026 • 09:27 | Atualizado há 2 horas
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Reuters
BRB
Um relatório de auditoria interna do BRB (Banco Regional de Brasília), datado de 4 de abril de 2025, já apontava indícios de que as carteiras de crédito consignado adquiridas do Banco Master eram falsas. Mesmo assim, as compras continuaram até maio.
O documento, segundo informação obtidas pelo Estadão, mostra que a base de dados entregue pelo banco de Daniel Vorcaro consistia em uma planilha simples, com nomes, CPFs e informações de supostos contratantes, em uma estrutura considerada vulnerável a manipulação e incompatível com um sistema formal de gestão de crédito.
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Ao analisar o material, os auditores identificaram e-mails falsos e datas de nascimento fictícias, como 1º de janeiro de 1901, o que indicaria clientes com 124 anos.
O relatório registra ainda “preenchimento de dados inverídicos, realizados para evitar campos em branco, incluindo inserções manuais como a data de nascimento em 01 de janeiro de 1901 ou o endereço de email fictício ‘naotem@hotmail.com’”. Segundo o texto, o procedimento compromete a integridade e a precisão das informações.
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Ainda segundo o jornal, também foram encontrados clientes homônimos e contratos idênticos, o que reforçou a suspeita de fabricação de dados para viabilizar a captação de recursos junto ao BRB.
Para aprofundar a checagem, os auditores acionaram o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Ao cruzar os CPFs, o órgão identificou que muitos deles não estavam vinculados a contratos de crédito consignado existentes, ampliando os indícios de irregularidade. O relatório ainda aponta “alta incidência de reclamações” de pessoas listadas na base que afirmaram nunca ter contratado o produto.
No total, o BRB comprou R$ 12,2 bilhões em carteiras consideradas falsas. Após o Banco Central iniciar fiscalização e apontar problemas, os ativos foram substituídos por outros também suspeitos de serem fictícios.
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O rombo ainda está em apuração, mas pode superar R$ 8 bilhões, segundo a nova gestão. O número deve constar em balanço previsto para o fim do mês, embora o banco tente adiar a divulgação.
Segundo o Estadão, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, afirmou que só teve conhecimento do relatório no fim de maio e que encaminhou as informações ao Banco Central para verificação.
Já o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, declarou que a venda das carteiras já havia chamado a atenção da diretoria de fiscalização em janeiro de 2025, com a criação de um grupo de trabalho em fevereiro para analisá-las.
O Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC procurou as assessorias do Banco Master e do BRB e, até o momento, não houve retorno. O espaço segue aberto.
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