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CEO da Condor destaca modelo de governança e detalha como empresa planeja superar R$1 bilhão
Publicado 05/11/2026 • 13:14 | Atualizado há 7 horas
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Publicado 05/11/2026 • 13:14 | Atualizado há 7 horas
KEY POINTS
A Condor S.A., empresa brasileira de produtos de higiene, limpeza e beleza, destacou o modelo de governança da companhia e detalhou os planos para superar a marca de R$ 1 bilhão em faturamento. De acordo com Alexandre Wiggers, o CEO da Condor, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, a estrutura de gestão, baseada na participação de conselhos e na profissionalização da administração, foi fundamental para orientar decisões estratégicas e atravessar períodos de crise.
Durante a pandemia de Covid-19, a empresa remou contra a maré, contratando 240 funcionários, em uma decisão que, segundo a companhia, foi sustentada por seu modelo de governança corporativa. Enquanto muitas empresas reduziam equipes diante da crise, a companhia optou por manter os colaboradores e ampliar a operação para atender ao aumento da demanda por seus produtos.
Segundo a avaliação do executivo, a decisão foi tomada após a identificação de que os produtos da empresa eram essenciais naquele período. “Foi uma decisão muito bem consensuada naquele momento com o conselho de administração e os acionistas. Na semana seguinte, contratamos 240 pessoas, que estão lá até hoje”, afirmou.
Além da manutenção dos empregos, a empresa adotou medidas para garantir a segurança dos funcionários durante a crise sanitária. Segundo Wiggers, a Condor buscou assegurar que os colaboradores se sentissem mais protegidos dentro das instalações da companhia do que fora delas.
A crise sanitária também acelerou o crescimento de diferentes segmentos do portfólio da Condor. A empresa possui seis áreas de atuação, como limpeza profissional, higiene oral, beleza, e, o maior: limpeza doméstica, um dos mais impulsionados durante a pandemia.
A divisão de pincéis para construção civil também registrou crescimento durante o período, em meio ao aumento das reformas realizadas por pessoas que passaram a permanecer mais tempo em casa.
Leia também: Governança corporativa tem zona cega sobre doações de executivos e membros de conselho
Fundada em 1929, a Condor construiu um modelo de governança que, segundo o CEO, foi aperfeiçoado ao longo das décadas para separar a gestão executiva da atuação dos acionistas.
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Siga o Times | CNBCA estrutura de governança começou a ser formalizada em 1996, quando os acionistas criaram um conselho de administração e deixaram simultaneamente os cargos executivos. Em 2019, a companhia avançou na separação entre propriedade e gestão: os familiares também deixaram o conselho de administração e passaram a atuar em uma estrutura de conselho de acionistas.
“Em 2019, houve um movimento ainda mais arrojado e à frente do seu tempo: os acionistas também saíram do conselho de administração e passaram a ocupar uma posição de conselho de acionistas”, explica Alexandre.
Atualmente, a empresa possui cinco blocos de famílias acionistas. Cada um conta com um representante suplente, que acompanha as reuniões mensais do conselho de administração. Para Wiggers, a estrutura permite conciliar os interesses familiares com as decisões estratégicas da companhia e manter uma gestão profissionalizada.
A capacidade de adaptação a períodos de instabilidade, segundo o CEO, acompanha a Condor desde sua fundação. Criada em meio à crise de 1929 por um imigrante alemão, a empresa atravessou diferentes momentos de turbulência econômica e política.
“Acredito que essa característica de resiliência da Condor vem desde a sua fundação. Passamos por momentos extremamente complexos durante nossa história.”, contextualiza Alexandre.
Ao falar sobre sua trajetória profissional, Wiggers destacou o trabalho em equipe e a escuta dos colaboradores como pilares de sua liderança. Segundo ele, a participação de diferentes profissionais em comitês e discussões estratégicas é uma prática recorrente na empresa.
O executivo afirmou que procura manter uma gestão próxima das equipes, com espaço para ouvir diferentes áreas e construir decisões coletivas.
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