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Energia

Bilionário investe US$ 2,5 bilhões em projeto de armazenamento de combustível na África

Publicado 05/11/2026 • 20:00 | Atualizado há 31 minutos

KEY POINTS

  • O empresário nigeriano Aliko Dangote anunciou investimento de US$ 2,5 bilhões em um terminal de combustíveis na Namíbia.
  • A estrutura terá capacidade para armazenar 600 milhões de litros de diesel e gasolina, com obras previstas para até 20 meses.
  • O projeto prevê um gasoduto de 1.700 quilômetros para conectar países do interior da África e ampliar a distribuição de combustíveis.
Bilionário investe US$ 2,5 bilhões em projeto de armazenamento de combustível na África

Foto: Flickr

Bilionário investe US$ 2,5 bilhões em projeto de armazenamento de combustível na África

O bilionário nigeriano Aliko Dangote lançou um projeto de armazenamento de combustíveis e construção de um gasoduto regional na Namíbia. O empreendimento, anunciado na quarta-feira (4), prevê investimentos de US$ 2,5 bilhões (cerca de R$ 13,6 bilhões) e pretende ampliar a infraestrutura de distribuição de energia no sul da África.

A iniciativa será instalada em Walvis Bay, cidade portuária da Namíbia, e poderá transformar a logística de abastecimento de países da região. Além disso, o projeto busca reduzir a dependência de combustíveis importados e os custos de transporte.

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África ganha novo centro de armazenamento de combustíveis

A cerimônia de lançamento contou com a presença da presidente namibiana, Netumbo Nandi-Ndaitwah. Durante o evento, Dangote afirmou que a estrutura poderá fortalecer a independência energética de seis países africanos.

O empresário também destacou o potencial de Walvis Bay para se consolidar como um centro regional de logística de combustíveis, especialmente pela localização estratégica do porto.

Terminal terá capacidade para 600 milhões de litros

O complexo terá capacidade para armazenar aproximadamente 600 milhões de litros de combustíveis, o equivalente a cerca de 4 milhões de barris. Desse volume, 360 milhões de litros serão destinados ao diesel, enquanto os 240 milhões restantes ficarão reservados à gasolina.

A dimensão do empreendimento supera significativamente a estrutura atual do país. O novo terminal terá capacidade oito vezes maior que a do Reservatório Nacional de Petróleo da Namíbia, administrado pela companhia estatal Namcor, que armazena 75 milhões de litros.

Obras devem durar até 20 meses

Dangote informou que pretende concluir as obras em um prazo de 18 a 20 meses. A expectativa, portanto, é que a estrutura fique pronta em menos de dois anos. O empreendimento busca reduzir problemas logísticos e ampliar a segurança do abastecimento. Segundo o empresário, a infraestrutura poderá diminuir os custos de transporte e as vulnerabilidades enfrentadas pela Namíbia no fornecimento de energia.

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Além da estrutura de armazenamento, o projeto prevê a possibilidade de construção de um gasoduto de aproximadamente 1.700 quilômetros. Além disso, a infraestrutura poderá conectar Walvis Bay a países sem litoral, como Botsuana, Zimbábue e Zâmbia, além de uma possível extensão até a República Democrática do Congo.

A conexão ampliaria o alcance logístico do terminal e facilitaria o transporte de combustíveis para mercados que dependem de rotas terrestres para receber derivados de petróleo.

Dangote amplia negócios de energia na África

O investimento na Namíbia integra uma estratégia mais ampla de expansão dos negócios de energia do empresário nigeriano. Dangote já opera a maior refinaria da África, localizada na Nigéria, com capacidade para processar 700 mil barris de petróleo por dia.

A unidade passa por um processo de expansão. Além disso, o empresário planeja construir outra refinaria com capacidade de 700 mil barris diários no Quênia, ampliando sua presença no mercado de combustíveis do continente.

Projeto busca diversificar mercados

Para Gerrit van Rooyen, economista sênior da Oxford Economics Africa, o terminal namibiano faz parte de um plano para desenvolver redes de distribuição de combustíveis e ampliar os mercados consumidores dos produtos refinados pelo grupo.

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Na avaliação do economista, a estrutura também permitirá reduzir a dependência dos mercados europeu e asiático, especialmente do leste da Ásia. Isso porque a transição energética nessas regiões poderá limitar a demanda por combustíveis refinados no longo prazo.

Dessa forma, Dangote busca ampliar sua participação em diferentes etapas da cadeia energética na África, desde o refino até o armazenamento e a distribuição de derivados de petróleo.

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