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Auditoria médica por IA corta até 40% de custos evitáveis em planos corporativos
Publicado 13/07/2026 • 09:46 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 13/07/2026 • 09:46 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Um levantamento feito pela healthtech Axenya, plataforma de gestão de saúde corporativa, aponta que o monitoramento contínuo de indicadores clínicos pode reduzir custos evitáveis em planos de saúde empresariais em até 40%.
Segundo a empresa, a interceptação de crises antes da internação hospitalar altera a lógica tradicional de gestão da sinistralidade nas companhias.
Conforme relato da Axenya, em outubro de 2025 um trabalhador de 50 anos enviou por WhatsApp uma foto do visor de seu glicosímetro, que marcava 448, quatro vezes acima do nível considerado normal. A equipe de enfermagem da plataforma orientou o paciente a buscar atendimento imediato. Ele recebeu insulina e teve alta no mesmo dia, sem necessidade de internação.
🔍 Sinistralidade é o índice que mede o quanto os beneficiários de um plano de saúde utilizam os serviços contratados em relação ao valor pago pela empresa contratante. Quanto maior esse índice, maior tende a ser o reajuste anual cobrado pelas operadoras.
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Segundo a Axenya, o mercado historicamente trata a sinistralidade como um elemento externo e inevitável, discutido apenas no momento do reajuste anual dos contratos corporativos. A empresa afirma que essa lógica vem sendo contestada por modelos de gestão baseados em dados.
Aline Pasiani, diretora médica da Axenya, afirma que a sinistralidade foi tratada durante anos como um custo discutido apenas no reajuste anual. Segundo ela, boa parte das internações de alta complexidade pode ser interrompida semanas antes, a partir de um único dado captado no momento certo.
De acordo com a healthtech, no setor privado uma internação por descompensação grave de diabetes custa entre R$ 8 mil e R$ 25 mil para o plano de saúde da empresa. Já o custo de uma mensagem de texto que intercepta esse tipo de crise, segundo a Axenya, é zero.
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Siga o Times | CNBCA Axenya defende que a janela de acompanhamento das despesas de saúde corporativa deveria ser mensal e proativa, e não anual e retrospectiva. Para a empresa, essa mudança de periodicidade é o que permite evitar parte das despesas hospitalares de alta complexidade.
Em outro caso citado pela plataforma, um homem de 63 anos em tratamento de câncer intestinal completou 12 sessões de quimioterapia sem nenhuma ida não programada ao pronto-socorro. A Axenya cita estatísticas médicas segundo as quais um em cada cinco pacientes nessa condição é internado por intercorrências ao longo do tratamento.
A empresa também relata o acompanhamento de uma paciente de 32 anos com quadro psiquiátrico grave, que tinha histórico de internação e completou 24 meses de estabilidade sob monitoramento contínuo. Segundo a Axenya, cada princípio de crise foi identificado e contido na origem, mesmo durante períodos de luto e trocas de medicação.
A healthtech contrapõe esse resultado às taxas de reinternação registradas pela literatura médica para esse perfil de paciente, que giram em torno de 40% ao longo de um ano.
Dra. Aline Pasiani afirma que o problema do setor de saúde corporativa não é a falta de dados. Segundo ela, o médico do trabalho já tem acesso a exames, índices de absenteísmo, relatórios do plano de saúde e informações do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT).
Para a diretora médica, o entrave está na ausência de um método que conecte essas fontes em um ciclo contínuo de decisão. Ela defende que o mercado migre do conceito abstrato de prevenção para uma cultura de vigilância ativa, capaz de isolar o risco antes que ele se transforme em um evento grave.
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