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Safra recorde: oferta maior e cautela pressionam preços do etanol
Publicado 16/04/2026 • 18:43 | Atualizado há 4 semanas
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Publicado 16/04/2026 • 18:43 | Atualizado há 4 semanas
KEY POINTS
A projeção de safra recorde de 37 bilhões de litros de etanol no Centro-Sul do Brasil tem pressionado as cotações e superado até mesmo o impacto de estoques historicamente baixos. É o que afirma Guilherme Barbosa, CEO da API Capital Investimentos, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
Ele explicou que a desvalorização de 3,47% nas usinas paulistas reflete a antecipação do mercado à maior disponibilidade de produto. “É uma oferta maior disponível aos consumidores e a boa e velha lei da oferta e demanda. Como tem muito mais produto disponível, o preço acaba caindo e o mercado está se antecipando a esse cenário de uma safra recorde”, afirmou.
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O especialista destacou que a competitividade do biocombustível em relação aos derivados de petróleo é o que dita o ritmo do consumo nas bombas. “Se o etanol está por volta de 70% do preço da gasolina, vale a pena abastecer. Toda vez que essa distância aumenta, quem tem carro flex vai para o etanol, e como a oferta não acompanha instantaneamente, o ajuste ocorre no preço”, detalhou.
A dinâmica do setor também é influenciada pelo mercado internacional de commodities, especialmente pelo preço do açúcar em bolsas estrangeiras. “O usineiro pilota essa dinâmica de olho no preço do açúcar e da gasolina. Tivemos uma falta de açúcar na Índia que levou as usinas a direcionarem uma maior produção para o alimento, o que reduz a oferta de etanol e eleva seu preço”.
Sobre a cotação do petróleo, Barbosa alertou que patamares mais elevados podem reverter a trajetória de queda atual. “Com o petróleo na casa dos US$ 95 (R$ 479,75), não temos grandes surpresas. Mas se ele mantiver acima de US$ 120 (R$ 606,00) ou US$ 130 (R$ 656,50), a expectativa é que o consumo de etanol aumente e essa queda que vemos agora se reverta”.
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O executivo ressaltou a importância crescente do etanol de milho e das novas unidades de produção para o ciclo 2026/2027. “O volume de etanol de milho já é expressivo e a quantidade de usinas em construção corrobora para esse cenário de oferta maior. Se essa queda nas usinas se perdurar, imagino que tem chances de chegar até as bombas, mas não é um movimento instantâneo”.
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