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Correios em crise: veja o que está sendo feito para reverter as dificuldades financeiras

Publicado 30/04/2026 • 11:59 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A crise enfrentada pelos Correios se aprofundou em 2025 após mudanças nas regras de importação e maior concorrência na distribuição de encomendas internacionais.
  • Os Correios estão adotando uma série de medidas para tentar sair da crise, com foco em reestruturação, liquidez, corte de custos e modernização das operações.
  • Com a chamada ‘taxa das blusinhas’, os Correios perdeu relevância em um de seus principais fluxos de receita, enquanto a queda no faturamento, a perda de clientes e o aumento de despesas financeiras e administrativas.
O que os Correios estão fazendo para tentar sair da crise

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O que os Correios estão fazendo para tentar sair da crise

A crise enfrentada pelos Correios se aprofundou em 2025 após mudanças nas regras de importação e maior concorrência na distribuição de encomendas internacionais.

Com a chamada ‘taxa das blusinhas’, a estatal perdeu relevância em um de seus principais fluxos de receita, enquanto a queda no faturamento, a perda de clientes e o aumento de despesas financeiras e administrativas ampliaram o desequilíbrio e reforçaram a necessidade de reestruturação.

Leia também: Crise nos Correios: com “taxa das blusinhas”, estatal perde mais de 50% da movimentação de encomendas de importados

O que os Correios estão fazendo para tentar sair da crise

Os Correios estão adotando uma série de medidas para tentar sair da crise, com foco em reestruturação, liquidez, corte de custos e modernização das operações.

A estratégia não é pontual, ela envolve uma reformulação mais ampla do modelo de funcionamento da estatal, com ações que buscam equilibrar o caixa no curto prazo e reposicionar a empresa no médio e longo prazo.

Reestruturação para reorganizar a operação

A reestruturação aparece como eixo central da resposta dos Correios à crise. A estatal iniciou um novo plano de reestruturação, com foco em liquidez, corte de custos e modernização das operações, em meio à necessidade de adaptar seu modelo de atuação à nova realidade do mercado, de acordo com o Estadão.

Esse movimento ocorre após a forte queda nas encomendas internacionais, que recuaram 65,6% e afetaram diretamente as receitas.

Além disso, a empresa ampliou o reconhecimento contábil de passivos judiciais por meio de provisões, o que elevou as despesas no curto prazo, mas, segundo a própria estatal, tende a reduzir incertezas nos ciclos futuros

Foco em liquidez para manter a operação

Ao mesmo tempo, o foco em liquidez se tornou prioridade. Para garantir fôlego financeiro, os Correios recorreram a um empréstimo de até R$ 12 bilhões, com aval do Tesouro Nacional.

Embora a operação eleve o nível de endividamento, ela foi essencial para sustentar a operação e evitar uma pressão ainda maior sobre o caixa.

Paralelamente, a empresa renegociou dívidas tributárias e parcelou pagamentos de precatórios. Dessa forma, conseguiu aliviar obrigações imediatas e organizar melhor o fluxo financeiro no curto prazo.

Programa de Demissão Voluntária (PDV)

Outro ponto importante envolve o corte de custos. A estatal implementou um Programa de Demissão Voluntária (PDV), que, apesar de não atingir a meta inicial, já projeta economia relevante nos próximos anos.

Os Correios aumentaram o seu PDV para um total de 15 mil funcionários e com uma economia estimada em R$ 1,7 bilhão. A meta é atingir 10 mil desligamentos em 2026 e mais 5 mil, em 2027. De acordo com a estatal, a iniciativa é totalmente voluntária, com condições atrativas para quem optar pela demissão.

Entretanto, o PDV registrou adesão de 3.748 funcionários, abaixo da meta de 10 mil. Segundo o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, o objetivo era ambicioso e de curto prazo, e agora será feito um balanço para possíveis ajustes. A estimativa é de economia de R$ 147,1 milhões em 2025 e R$ 775,7 milhões em 2026.

“A adesão, a nosso ver, não foi baixa. A gente sabia que ter 10 mil de PDV era desafiador. Fizemos um programa curto, para ter um balanço e aí avaliar. O plano traz essa flexibilidade, não é rígido. O plano prevê que para cada ação a gente faz um balanço, enxerga o resultado e adota ou não outra ação complementar”, afirmou Rondon ao Estadão.

“Ao todo, o biênio soma quase 7 mil adesões voluntárias e economia estimada de R$ 923 milhões. A venda de 18 imóveis subutilizados projeta mais de R$ 13 milhões em receita patrimonial adicional.”

Venda de imóveis

Além disso, a venda de imóveis subutilizados e a revisão de contratos fazem parte do esforço para reduzir despesas. Os Correios decidiram leiloar imóveis próprios para enfrentar a crise financeira, reduzir custos e gerar caixa.

Ao todo, são 21 propriedades em 11 estados, com lances iniciais entre R$ 19 mil e R$ 11 milhões. O processo será totalmente online e conduzido pela própria estatal.

A expectativa é arrecadar até R$ 1,5 bilhão, valor considerado importante para ajudar na recuperação financeira da empresa.

No entanto, existe um limite claro para esses ajustes. Grande parte dos custos dos Correios é fixa, como folha de pagamento e a obrigação de manter atendimento em todo o território nacional. Por isso, mesmo com medidas em andamento, a redução de despesas ocorre de forma mais lenta.

Leia também: Correios precisam se reinventar para evitar novos prejuízos, diz economista

Recuperação ainda deve levar tempo

Por fim, mesmo com essas iniciativas em andamento, a recuperação não deve acontecer no curto prazo. A própria direção da empresa reconhece que os resultados ainda vão demorar a aparecer, especialmente diante da rigidez da estrutura de custos e da necessidade de reconstruir receitas.

Ainda assim, a expectativa é que, com a combinação de reestruturação, ajuste financeiro e modernização, os Correios consigam retomar o equilíbrio entre 2026 e 2027.

Dessa forma, o movimento atual não resolve a crise de imediato, mas sinaliza uma tentativa mais consistente de adaptação a um mercado que mudou, e que exige, cada vez mais, eficiência, inovação e agilidade.

A crise enfrentada pelos Correios se aprofundou em 2025 após mudanças nas regras de importação e maior concorrência na distribuição de encomendas internacionais.

Com a chamada ‘taxa das blusinhas’, os Correios perderam relevância em um de seus principais fluxos de receita, enquanto a queda no faturamento, a perda de clientes e o aumento de despesas financeiras e administrativas ampliaram o desequilíbrio e reforçaram a necessidade de reestruturação.

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