Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Correios em crise: veja o que está sendo feito para reverter as dificuldades financeiras
Publicado 30/04/2026 • 11:59 | Atualizado há 1 hora
Meta despenca 10% e Alphabet sobe 5% após empresas elevarem gastos de capital; entenda
Ações da Stellantis caem até 10% após resultados do 1º trimestre
Preço do petróleo atinge recorde em 4 anos; Brent futuro é negociado a US$ 126 por barril desta quinta
Lucro da Samsung salta mais de 8 vezes, supera estimativas e reflete boom da IA com escassez de chips de memória
Amazon supera expectativas com avanço da nuvem, mas ação recua após resultado
Publicado 30/04/2026 • 11:59 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
O que os Correios estão fazendo para tentar sair da crise
A crise enfrentada pelos Correios se aprofundou em 2025 após mudanças nas regras de importação e maior concorrência na distribuição de encomendas internacionais.
Com a chamada ‘taxa das blusinhas’, a estatal perdeu relevância em um de seus principais fluxos de receita, enquanto a queda no faturamento, a perda de clientes e o aumento de despesas financeiras e administrativas ampliaram o desequilíbrio e reforçaram a necessidade de reestruturação.
Leia também: Crise nos Correios: com “taxa das blusinhas”, estatal perde mais de 50% da movimentação de encomendas de importados
Os Correios estão adotando uma série de medidas para tentar sair da crise, com foco em reestruturação, liquidez, corte de custos e modernização das operações.
A estratégia não é pontual, ela envolve uma reformulação mais ampla do modelo de funcionamento da estatal, com ações que buscam equilibrar o caixa no curto prazo e reposicionar a empresa no médio e longo prazo.
A reestruturação aparece como eixo central da resposta dos Correios à crise. A estatal iniciou um novo plano de reestruturação, com foco em liquidez, corte de custos e modernização das operações, em meio à necessidade de adaptar seu modelo de atuação à nova realidade do mercado, de acordo com o Estadão.
Esse movimento ocorre após a forte queda nas encomendas internacionais, que recuaram 65,6% e afetaram diretamente as receitas.
Além disso, a empresa ampliou o reconhecimento contábil de passivos judiciais por meio de provisões, o que elevou as despesas no curto prazo, mas, segundo a própria estatal, tende a reduzir incertezas nos ciclos futuros
Ao mesmo tempo, o foco em liquidez se tornou prioridade. Para garantir fôlego financeiro, os Correios recorreram a um empréstimo de até R$ 12 bilhões, com aval do Tesouro Nacional.
Embora a operação eleve o nível de endividamento, ela foi essencial para sustentar a operação e evitar uma pressão ainda maior sobre o caixa.
Paralelamente, a empresa renegociou dívidas tributárias e parcelou pagamentos de precatórios. Dessa forma, conseguiu aliviar obrigações imediatas e organizar melhor o fluxo financeiro no curto prazo.
Outro ponto importante envolve o corte de custos. A estatal implementou um Programa de Demissão Voluntária (PDV), que, apesar de não atingir a meta inicial, já projeta economia relevante nos próximos anos.
Os Correios aumentaram o seu PDV para um total de 15 mil funcionários e com uma economia estimada em R$ 1,7 bilhão. A meta é atingir 10 mil desligamentos em 2026 e mais 5 mil, em 2027. De acordo com a estatal, a iniciativa é totalmente voluntária, com condições atrativas para quem optar pela demissão.
Entretanto, o PDV registrou adesão de 3.748 funcionários, abaixo da meta de 10 mil. Segundo o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, o objetivo era ambicioso e de curto prazo, e agora será feito um balanço para possíveis ajustes. A estimativa é de economia de R$ 147,1 milhões em 2025 e R$ 775,7 milhões em 2026.
“A adesão, a nosso ver, não foi baixa. A gente sabia que ter 10 mil de PDV era desafiador. Fizemos um programa curto, para ter um balanço e aí avaliar. O plano traz essa flexibilidade, não é rígido. O plano prevê que para cada ação a gente faz um balanço, enxerga o resultado e adota ou não outra ação complementar”, afirmou Rondon ao Estadão.
“Ao todo, o biênio soma quase 7 mil adesões voluntárias e economia estimada de R$ 923 milhões. A venda de 18 imóveis subutilizados projeta mais de R$ 13 milhões em receita patrimonial adicional.”
Além disso, a venda de imóveis subutilizados e a revisão de contratos fazem parte do esforço para reduzir despesas. Os Correios decidiram leiloar imóveis próprios para enfrentar a crise financeira, reduzir custos e gerar caixa.
Ao todo, são 21 propriedades em 11 estados, com lances iniciais entre R$ 19 mil e R$ 11 milhões. O processo será totalmente online e conduzido pela própria estatal.
A expectativa é arrecadar até R$ 1,5 bilhão, valor considerado importante para ajudar na recuperação financeira da empresa.
No entanto, existe um limite claro para esses ajustes. Grande parte dos custos dos Correios é fixa, como folha de pagamento e a obrigação de manter atendimento em todo o território nacional. Por isso, mesmo com medidas em andamento, a redução de despesas ocorre de forma mais lenta.
Leia também: Correios precisam se reinventar para evitar novos prejuízos, diz economista
Por fim, mesmo com essas iniciativas em andamento, a recuperação não deve acontecer no curto prazo. A própria direção da empresa reconhece que os resultados ainda vão demorar a aparecer, especialmente diante da rigidez da estrutura de custos e da necessidade de reconstruir receitas.
Ainda assim, a expectativa é que, com a combinação de reestruturação, ajuste financeiro e modernização, os Correios consigam retomar o equilíbrio entre 2026 e 2027.
Dessa forma, o movimento atual não resolve a crise de imediato, mas sinaliza uma tentativa mais consistente de adaptação a um mercado que mudou, e que exige, cada vez mais, eficiência, inovação e agilidade.
A crise enfrentada pelos Correios se aprofundou em 2025 após mudanças nas regras de importação e maior concorrência na distribuição de encomendas internacionais.
Com a chamada ‘taxa das blusinhas’, os Correios perderam relevância em um de seus principais fluxos de receita, enquanto a queda no faturamento, a perda de clientes e o aumento de despesas financeiras e administrativas ampliaram o desequilíbrio e reforçaram a necessidade de reestruturação.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Sauer: conheça a marca brasileira usada por Meryl Streep na estreia de ‘O Diabo Veste Prada 2’
2
AGOE da Oncoclínicas: o que está em jogo na assembleia que pode definir o futuro da companhia
3
Alta de 60% no querosene pressiona aviação, mas Azul busca reduzir impactos ao cliente, diz executivo da empresa
4
Coca-Cola supera estimativas e eleva projeção de lucro com alta da demanda global por bebidas
5
Quanto rende o Tesouro Reserva? Entenda o retorno antes de investir