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Eli Lilly fecha acordos de até US$ 3,8 bilhões para ampliar portfólio de vacinas
Publicado 26/05/2026 • 16:14 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 26/05/2026 • 16:14 | Atualizado há 2 horas
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Getty Images
A Eli Lilly anunciou nesta acordos para adquirir três empresas desenvolvedoras de vacinas em negócios que somados envolvem cerca de U$ 3,8 bilhões. As aquisições ocorrem em um contexto de evidências que ligam infecções comuns a doenças que podem surgir anos depois, como problemas neurológicos, câncer e infertilidade, informou a companhia farmacêutica norte-americana em comunicado divulgado nesta terça-feira, 26.
A Curevo foi uma das aquisições e tem como principal produto candidato a amezosvateína, uma vacina para a prevenção do herpes-zóster em adultos. Embora o padrão atual de tratamento para a prevenção do herpes-zóster seja eficaz, os desafios de tolerabilidade podem limitar as taxas gerais de vacinação e contribuir para a hesitação em relação à segunda dose, deixando uma parcela significativa de pacientes com proteção reduzida ou nenhuma proteção, segundo a Eli Lilly.
Os acionistas da Curevo poderão receber até US$ 1,5 bilhão em dinheiro, incluindo um pagamento inicial e pagamentos subsequentes após o cumprimento de meta específica.
A LimmaTech Biologics, outra empresa comprada, tem como principal programa o LTB-SA7, que está na Fase 1 de desenvolvimento como uma vacina contra S. aureus, a principal causa de infecção em centros cirúrgicos. A Eli lilly informou que essa compra envolverá até US$ 780 milhões em dinheiro, incluindo um pagamento inicial e potenciais pagamentos adicionais diante de determinadas metas clínicas e regulamentares.
A terceira aquisição foi da Vaccine Company por um valor de até US$ 1,55 bilhão. A empresa desenvolve tecnologias proprietárias de nanopartículas in vivo (IVN) projetadas para permitir a apresentação de antígenos, conhecida por induzir respostas imunes duradouras associadas a vacinas de partículas semelhantes a vírus. O programa principal aplica essa tecnologia ao vírus Epstein-Barr (EBV).
“Diante das crescentes evidências que ligam o EBV à esclerose múltipla e a diversas neoplasias malignas, uma vacina profilática poderia prevenir não apenas a mononucleose infecciosa aguda, mas também as consequências neurológicas e oncológicas de longo prazo que podem surgir após a infecção”, segundo a Ei Lilly.
Perto das 14h37 (de Brasília), as ações da Eli Lilly subiam 1,3% na Bolsa de Nova York.
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