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Eli Lilly se opõe a proposta de política de preços de medicamentos nos EUA
Publicado 01/04/2026 • 18:31 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 01/04/2026 • 18:31 | Atualizado há 3 meses
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Scott Olson | Getty Images
A Eli Lilly é contra a iniciativa da Casa Branca de transformar em lei a política de preços de medicamentos baseada no modelo de “nação mais favorecida”, afirmou o CEO Dave Ricks em entrevista à CNBC.
A Lilly é uma das mais de uma dúzia de farmacêuticas que firmaram acordos com o governo de Donald Trump no ano passado, comprometendo-se a cobrar nos Estados Unidos preços de medicamentos prescritos semelhantes aos praticados em outros países desenvolvidos. Trump há tempos critica o fato de que os americanos acabam pagando mais caro para, na prática, subsidiar os preços mais baixos de remédios no restante do mundo.
A indústria farmacêutica acreditava que os acordos apaziguariam essas preocupações e impediriam tentativas de tornar a política de “nação mais favorecida” uma lei. Mas a Casa Branca, nos últimos meses, tem pressionado o Congresso a formalizar elementos desses acordos. O texto preliminar não foi divulgado publicamente, embora o governo tenha dito que está tentando fazer com que as empresas farmacêuticas apoiem o esforço. A Lilly não apoia a medida, disse Ricks.
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“Quando você leva isso para o processo legislativo no Congresso, o que entra nem sempre é o que sai”, afirmou Ricks. “Vejo muitas pessoas focadas apenas em reduzir os preços hoje, sem se preocupar com a disponibilidade de novos medicamentos amanhã, com a manutenção de uma indústria farmacêutica forte nos Estados Unidos ou com a capacidade de realizar pesquisas aqui. Eu me preocupo com essas questões, então não acredito que seja uma boa ideia, e temos sido bem claros com o governo e com os líderes do Congresso sobre nossa posição.”
Ricks afirmou acreditar que o governo de Donald Trump e as lideranças do Congresso estão ouvindo as preocupações da empresa, mas ressaltou que a Lilly usará “todas as ferramentas à nossa disposição para combater políticas ruins, e acreditamos que esta seria uma delas.”
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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