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Empresa brasileira anuncia nova fábrica de R$ 160 milhões e mira Estados Unidos e América Latina

Publicado 04/11/2026 • 12:36 | Atualizado há 50 minutos

KEY POINTS

  • O avanço da demanda por energia elétrica no Brasil abre novas oportunidades para fabricantes de cabos e equipamentos elétricos, em um cenário marcado pela expansão dos data centers e pela modernização das redes de distribuição.
  • De olho nesse mercado, o Grupo Condumax Incesa, que faturou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em 2025, avança em sua estratégia de expansão.
  • Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Marcos Matias, CEO do grupo, afirmou que o Brasil vive um novo ciclo de investimentos no setor elétrico.

O avanço da demanda por energia elétrica no Brasil abre novas oportunidades para fabricantes de cabos e equipamentos elétricos, em um cenário marcado pela expansão dos data centers e pela modernização das redes de distribuição. De olho nesse mercado, o Grupo Condumax Incesa, que faturou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em 2025, avança em sua estratégia de expansão. Na última terça-feira (27), a companhia inaugurou a ampliação de sua fábrica em Olímpia, no interior de São Paulo.

Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Marcos Matias, CEO do grupo, afirmou que o Brasil vive um novo ciclo de investimentos no setor elétrico. Segundo ele, as distribuidoras projetam aproximadamente R$ 260 bilhões em aportes entre 2026 e 2030, conforme dados da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee).

O cenário tem impacto direto sobre a companhia. As concessionárias representam cerca de 40% do faturamento do grupo. Segundo Matias, a modernização das redes aumenta a demanda não apenas por volume, mas por produtos capazes de contribuir para sistemas mais seguros, eficientes e resilientes.

“Queremos participar desse ciclo não apenas como fornecedores de cabos, mas como parte da evolução tecnológica da infraestrutura elétrica”, afirmou o CEO.

A empresa já desenvolve soluções como cabos protegidos e multiplexados, cabos concêntricos, que contribuem para o combate ao furto de energia, e produtos voltados às redes inteligentes, capazes de auxiliar na identificação de perdas e na localização de falhas.

Marcos Matias, CEO do Grupo Condumax Incesa/ Divulgação: Grupo Condumax Incesa

Expansão industrial e nova fábrica

A estratégia de crescimento ganhou um novo capítulo com a expansão da unidade de Olímpia, inaugurada em 27 de outubro de 2026. O projeto acrescentou aproximadamente 30 mil m² de área construída à estrutura industrial e prevê a abertura de aproximadamente 50 novos postos de trabalho.

“Hoje, nossa capacidade de produção de fios e cabos é de aproximadamente 35 mil toneladas por ano, ante 25 mil toneladas anteriormente. No segmento de distribuição de energia elétrica, a capacidade produtiva dobrou e, no automotivo, cresceu cerca de 30%“, afirmou Marcos.

A próxima etapa será a construção da fábrica de cabos de média tensão, com investimento anunciado de R$ 160 milhões. A estrutura terá uma linha de catenária com aproximadamente 30 metros de altura e 200 metros de comprimento, considerada pela companhia a mais longa e produtiva do Brasil.

A capacidade projetada é de até 700 toneladas mensais de cabos de alumínio isolados. Segundo Matias, o investimento permitirá à fabricante avançar em uma categoria de maior complexidade técnica e valor agregado.

Foto aérea/ Divulgação: Condumax Incesa

Data centers e novos mercados

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A expansão dos data centers também está no radar da companhia. O segmento demanda grandes volumes de energia e exige infraestrutura elétrica com elevados padrões de segurança, estabilidade e confiabilidade.

Para o executivo, as oportunidades vão além das instalações dos próprios centros de processamento de dados e alcançam toda a cadeia de geração, transmissão e distribuição de energia.

“Para a Condumax Incesa, a oportunidade está justamente na infraestrutura que sustentará esse crescimento”, afirmou o CEO, que também apontou a matriz elétrica majoritariamente renovável do Brasil como uma característica competitiva importante, em um momento em que operadores globais estão interessados em ampliar suas operações com fontes de energia mais limpas.

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Estados Unidos estão entre as prioridades

Apesar de manter o mercado brasileiro como principal eixo de atuação, a Condumax Incesa pretende ampliar sua presença internacional. Atualmente, o grupo exporta para dez países, mas as vendas externas ainda representam uma parcela pequena do negócio e estão concentradas principalmente nos produtos de conexão da marca Incesa.

“Nossa intenção é ampliar essa presença e criar condições para levar também os cabos ao mercado externo. Estados Unidos e América Latina estão entre os mercados prioritários”, comentou Marcos Matias, que também disse que a meta é construir uma operação cada vez menos dependente de um único mercado e com maior presença internacional.

A companhia também avalia oportunidades de crescimento orgânico e inorgânico, embora não tenha anunciado planos para construir fábricas em outras cidades. A estratégia industrial segue concentrada em Olímpia, onde o grupo foi fundado em 1964 por Benito Benatti e Alvaro Brito, inicialmente com a fabricação de terminais de bateria.

Entre os clientes da fabricante estão concessionárias como CPFL, Neoenergia, Enel, Copel e EDP. Segundo Matias, novas homologações e a renovação de contratos ampliam as possibilidades de fornecimento.

A empresa não divulga projeções de lucro para 2026 e 2027 nem o prazo estimado de retorno dos investimentos. Também não revelou o valor aplicado na expansão inaugurada em outubro. O investimento divulgado foi o de R$ 160 milhões na nova planta de cabos de média tensão, também em Olímpia, prevista para 2027.

Prédio logístico/ Divulgação: Grupo Condumax Incesa

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