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QUANTUM: Empresas devem aprender com os gatos a enfrentar mudanças, diz Walter Longo

Publicado 02/10/2026 • 17:40 | Atualizado há 10 horas

KEY POINTS

  • Walter Longo compara o comportamento dos gatos à gestão empresarial e defende adaptação constante sem abandonar valores e identidade.
  • No QUANTUM, especialista destaca como combinar visão estratégica e atenção aos detalhes para orientar decisões nas empresas de hoje.
  • Curiosidade, integridade e capacidade de agir em cenários incertos estão entre as lições que Walter Longo extrai do universo felino.

Adaptar-se às mudanças sem renunciar à própria essência é uma competência decisiva para as empresas, avaliou Walter Longo ao comparar a gestão corporativa ao comportamento dos gatos. Em sua participação no QUANTUM, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o especialista afirmou que os felinos oferecem lições sobre estratégia, convivência e liderança. “Gatos são mestres em adaptação. Hoje adaptabilidade é o nome do jogo”, destacou.

Em conversa com Vivianne Brafmann, Longo contou que a observação de seus próprios animais o levou a identificar comportamentos aplicáveis aos negócios. Para ele, os gatos sabem conviver preservando a independência, avaliam o ambiente antes de agir e procuram vantagens sem abandonar características essenciais. “Tudo aquilo que uma empresa deve fazer”, resumiu, ao relacionar essa postura à capacidade de responder a mercados em transformação.

O especialista também associou essa convivência à negociação. Na chamada frase quântica, propôs que um bom acordo exige que as partes percam o medo de ouvir e a pretensão de impor verdades absolutas. “Só quando você entende que no mundo dos negócios é importante que os dois lados gostem um do outro, convivam um com o outro, respeitam um ao outro, mantendo suas cláusulas pétreas, é que a gente tem um bom negócio”, afirmou.

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Adaptação não significa abandonar a essência

Para ilustrar a necessidade de mudar de estratégia, Longo citou leões da Namíbia que passaram a buscar alimento na região costeira quando o ambiente desértico se tornou mais difícil. A metáfora, segundo ele, mostra que organizações precisam reconhecer quando o cenário deixou de favorecer o modelo de atuação anterior. “Em cenários de grande mudança, como nós estamos hoje, a adaptabilidade é o nome do jogo”, enfatizou.

Essa flexibilidade, porém, tem limites. Longo observou que os gatos atravessaram períodos de valorização e rejeição ao longo da história, sem perder sua identidade. Ele associou essa trajetória à reputação das marcas e à necessidade de resistir à pressão por mudanças oportunistas. “Marcas, empresas precisam ter uma espinha dorsal, uma essência e não podem abrir mão disso em função das oscilações do mercado”, defendeu.

Na avaliação do apresentador, a integridade permite construir respeito e longevidade, mesmo quando a imagem de uma organização enfrenta momentos adversos. “O gato sabe que como animal adorado ou como animal detestado, ele é ele”, afirmou. Para o executivo, a lição é preservar os valores centrais ao mesmo tempo em que produtos, processos e estratégias são adaptados às novas condições.

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Líder precisa enxergar o todo e os detalhes

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Outra característica destacada foi a chamada dualidade visual. Longo observou que o gato alterna posições elevadas, das quais acompanha o ambiente, com a exploração minuciosa de cantos e objetos. “O gato tem, entende a necessidade de você ter uma visão do todo e simultaneamente uma visão do detalhe”, explicou. Ele relacionou esse comportamento ao nexialismo, conceito que combina conhecimento aprofundado e perspectiva ampla.

Para as empresas, a metáfora representa o desafio de não ficar preso nem à visão genérica da estratégia nem ao controle excessivo das tarefas. “O gato é um animal nexialista, aquele que vê o todo e o detalhe simultaneamente”, afirmou Longo. Ele comparou o movimento a uma roda-gigante, na qual se alternam o ponto mais alto, com visão panorâmica, e a proximidade com o que acontece no chão.

A combinação também envolve confiança nas equipes. Longo citou a postura de um gato que só expõe a barriga quando se sente seguro para exemplificar como a familiaridade com o ambiente permite reduzir a vigilância. Na gestão, a proposta é unir atenção aos sinais de mudança e confiança, sem transformar o acompanhamento das atividades em microgerenciamento permanente.

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Curiosidade e decisões em meio à incerteza

A curiosidade foi apresentada como uma competência indispensável para líderes e profissionais. Longo lembrou que gatos investigam objetos novos e percorrem os espaços até conhecê-los. “Se nós nos guiássemos pela curiosidade dos felinos e passássemos a trazer de volta a curiosidade perdida, nosso salto em termos de competência seria quântico”, avaliou. Segundo ele, a disposição para investigar é especialmente importante em mercados sujeitos a mudanças constantes.

No quadro “Desaprenda Isso”, o especialista propôs inverter o conhecido conselho de esperar o melhor e se preparar para o pior. “Espere o pior e prepare-se para o melhor”, sugeriu, ao explicar que o estado de alerta dos felinos pode inspirar empresas a avaliar riscos antes de relaxar. Ele ponderou que a recomendação não significa abandonar o otimismo, mas evitar que a confiança excessiva impeça a percepção de ameaças.

Ao encerrar, Longo apontou a capacidade dos gatos de enxergar na penumbra como uma última lição para a liderança. Em um ambiente de informações incompletas, decisões precisarão combinar dados e intuição, sem esperar certeza absoluta sobre o futuro. “Daqui para a frente nós viveremos na penumbra negocial”, afirmou. Para ele, adaptar-se, observar, preservar a integridade e cultivar a curiosidade são formas de navegar essa incerteza.

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