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Brasil evitou R$ 168,5 bi em gastos com energia fóssil em 2025
Publicado 03/07/2026 • 16:19 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 03/07/2026 • 16:19 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A expansão das fontes renováveis evitou que o Brasil gastasse cerca de US$ 32,4 bilhões (R$ 168,5 bilhões) com energia fóssil em 2025, segundo relatório da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena). O país ficou na terceira posição entre as 20 maiores economias no ranking de economia potencial proporcionada pela geração limpa.
O levantamento compara a matriz energética de cada país com um cenário hipotético em que a mesma demanda seria atendida por usinas movidas a carvão e gás natural. Nesse contexto, a China liderou o ranking, com US$ 176,8 bilhões (R$ 919,4 bilhões) em gastos evitados, seguida pelos Estados Unidos, com US$ 34,6 bilhões (R$ 179,9 bilhões).
Segundo a Irena, o resultado não representa uma economia direta de recursos, já que os investimentos foram direcionados à expansão das fontes renováveis. Ainda assim, a substituição da geração fóssil reduziu significativamente a necessidade de consumo e importação desses combustíveis.
Considerando as 20 maiores economias do mundo, a geração renovável evitou gastos estimados em US$ 377 bilhões (R$ 1,96 trilhão) em 2025. Além disso, aproximadamente 6,6 gigatoneladas de dióxido de carbono (CO₂) deixaram de ser emitidas no período.
No caso brasileiro, a geração de energia renovável evitou a emissão de cerca de 432 milhões de toneladas de CO₂. De acordo com a agência, o desempenho reflete principalmente o peso da matriz hidrelétrica nacional, comparada ao cenário em que a demanda seria suprida por usinas térmicas a carvão e gás.
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Siga o Times | CNBCEm nota, o Ministério de Minas e Energia (MME) afirmou que o governo tem conduzido ações para acelerar a transição energética e ampliar a descarbonização da economia.
Leia também: País não vai precisar de combustível fóssil no futuro, afirma Lula, ao inaugurar termoelétrica
“O Brasil demonstra ao mundo que é possível combinar segurança energética, competitividade e sustentabilidade”, afirmou o ministro Alexandre Silveira, segundo comunicado divulgado pela pasta.
Na mesma semana, o governo federal oficializou o Plano Decenal de Expansão de Energia 2035 (PDE 2035), documento que reúne projeções para a oferta e a demanda de energia nos próximos dez anos.
O plano prevê investimentos de aproximadamente R$ 3,5 trilhões ao longo da próxima década para ampliar a infraestrutura energética, atender ao crescimento do consumo interno e fortalecer a inserção do país na economia de baixo carbono.
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